A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) celebra um marco histórico com a nomeação de Jorge Amaro de Souza Borges como seu primeiro professor quilombola. Nascido em Mostardas, no Litoral Norte, Jorge cresceu em um período em que o acesso à educação para pessoas negras, pobres e quilombolas era extremamente restrito. No entanto, ele superou esses obstáculos sociais e alcançou uma posição de destaque na academia.
Uma Educação Iniciada na Oralidade
Jorge Amaro possui uma formação acadêmica exemplar, com graduação em Biologia, mestrado em Educação, doutorado em Políticas Públicas e três especializações. No entanto, ele destaca que sua educação começou muito antes de entrar em uma sala de aula formal. Nas comunidades quilombolas, a oralidade desempenha um papel fundamental, e foi através da escuta que Jorge iniciou sua jornada educacional.
Inspiração Familiar: As Histórias do Avô
Crescendo no Quilombo dos Teixeiras, Jorge foi profundamente influenciado pelas histórias de seu avô, conhecido como 'Totoca'. Este homem, respeitado por sua habilidade em leitura, escrita, matemática e diversos ofícios, serviu como uma inspiração para o jovem Jorge, que desde pequeno desejava seguir seus passos e compreender o mundo ao seu redor.
Uma Conquista Coletiva
A nomeação de Jorge Amaro como professor na UFRGS não é apenas uma realização pessoal, mas uma vitória coletiva para a comunidade quilombola. Ele vê sua conquista como resultado da luta de muitas gerações que resistiram em busca de direitos fundamentais como terra, educação e dignidade. Jorge carrega consigo a força e a memória de sua ancestralidade e das histórias que o moldaram, celebrando sua posição com orgulho e gratidão.
Conclusão: Um Legado de Resistência
A trajetória de Jorge Amaro de Souza Borges é um testemunho de resiliência e determinação. Ao se tornar o primeiro professor quilombola da UFRGS, ele não apenas alcança um marco pessoal, mas também pavimenta o caminho para futuras gerações de quilombolas. Sua história destaca a importância da educação e da preservação cultural na luta por igualdade e reconhecimento.
Fonte: https://g1.globo.com
