No município de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, um cão comunitário chamado Spike foi agredido duas vezes em um curto espaço de tempo, gerando revolta e preocupação entre os moradores locais. A Polícia Civil investiga os casos de maus-tratos, enquanto a equipe veterinária da Universidade de Caxias do Sul (UCS) cuida da recuperação do animal.
Agressões e Investigação
Spike enfrentou dois episódios de violência em menos de uma semana. Na noite de quarta-feira, ele foi brutalmente atacado com um pedaço de madeira com pregos. Apenas três dias depois, no sábado, o cão foi novamente alvo de agressões, desta vez por pedras arremessadas por três adolescentes. A Polícia Civil está em fase de investigação, buscando imagens e testemunhas para esclarecer os incidentes e identificar os responsáveis.
Apoio e Tratamento
Após os ataques, Spike foi encaminhado para o hospital da UCS, onde está recebendo tratamento médico e cuidados especiais graças a um convênio com a prefeitura local. O cão foi microchipado e vacinado, garantindo seu monitoramento e segurança. Apesar dos ferimentos, ele se recupera bem e não corre risco de vida, segundo a equipe veterinária.
Comunidade e Adoção
Os moradores do bairro Rio Branco, onde Spike costumava ficar, estão solicitando seu retorno. O Departamento de Proteção Animal (DPA) está analisando a situação e pretende encontrar alguém da comunidade disposto a adotar o cão para evitar que ele volte às ruas. Segundo a coordenadora do DPA, Elisa Zanolla, a prática de tornar um animal comunitário inclui instalação de uma casinha identificada e a responsabilidade de um morador local.
O Futuro de Spike
Após a alta de Spike, o DPA planeja devolvê-lo à comunidade, caso encontre um adotante responsável. Em situações onde os animais ficam com deficiências ou lesões permanentes, o departamento procura garantir que eles sejam acolhidos por alguém que possa proporcionar os cuidados necessários. A ação visa não apenas o bem-estar do cão, mas também a promoção de uma convivência harmoniosa entre os moradores e os animais comunitários.
Conclusão
O caso de Spike ressalta a importância do cuidado e da responsabilidade coletiva em relação aos animais comunitários. Enquanto as investigações prosseguem, a comunidade de Caxias do Sul demonstra seu apoio e comprometimento em garantir um futuro seguro e protegido para o cão. A expectativa é que, com a identificação dos agressores e a adoção de Spike, episódios de violência como este não se repitam.
Fonte: https://g1.globo.com
