A comissão da Câmara de Vereadores investiga o acidente de abril de 2024 em que a unidade da Pousada Garoa na avenida Farrapos foi destruída por um incêndio, levando a óbito 11 pessoas em situação de vulnerabilidade social e deixando outras 15 feridas.
Com a previsão de ouvir 23 testemunhas, os vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pousada Garoa, na Câmara de Porto Alegre, aprovaram, nesta segunda-feira, o plano de trabalho. A elaboração do documento demorou três semanas para, de fato, "sair do papel", em função da falta de consenso entre o presidente, Pedro Ruas (PSol), e o relator, Marcos Felipe (Cidadania) sobre quem deveria apresentar o plano. Na última segunda-feira, chegaram a um consenso e uniram as duas propostas.
A comissão investiga o acidente de abril de 2024 em que a unidade da Pousada Garoa na avenida Farrapos foi destruída por um incêndio, levando a óbito 11 pessoas em situação de vulnerabilidade social e deixando outras 15 feridas.
Além dos dois nomes que já foram ouvidos – ex-secretário Léo Voigt e Elton Bozzetto, (que foi ouvido nesta segunda-feira) o plano prevê o depoimento dos três indiciados pela Polícia Civil pelo incêndio da pousada: André Kologeski da Silva, o proprietário das Pousadas Garoa; Cristiano Roratto, ex-diretor da FASC e atual diretor-geral da pasta de Desenvolvimento Social de Porto Alegre; e Patrícia Mônaco Schüler, fiscal do contrato da prefeitura com a pousada. A oitiva deste grupo está marcada para última sessão, em 2 de junho.
Os vereadores também querem ouvir o delegado Daniel Ordahi, responsável pelo inquérito da PC; e o promotor do Ministério Público, Leonardo Barrios, encarregado pelo caso. Novos nomes podem ser incluídos.
Veja a lista completa:
Durante incêndio que atingiu a Pousada Garoa, em abril de 2024, hóspedes eram fechados à noite e foram obrigados a pular pela janela para se salvar, relatou o jornalista Elton Bozzetto, da Pastoral do Povo de Rua, da CNBB, em seu depoimento à CPI, nesta segunda-feira.
Segundo Bozzetto, a partir das 23h, se fechavam as portas, impossibilitando entrada e saída, sendo reabertas, novamente, somente às 6h. Os relatos foram repassados ao jornalista, que atua, há anos, junto à população de rua.
"Várias instituições prestadoras de serviços [...] fizeram várias diligências nas pousadas e elaboraram relatórios técnicos apontando falhas no controle desses serviços e entregaram à Fasc", relatou Bozzetto, sobre a situação em que se encontrava a Pousada Garoa. No relatório realizado pela prefeitura, em maio de 2024, após o incêndio, constatou-se que a situação dos imóveis é precária e apresenta riscos à vida dos moradores.
Fonte: POA 24 HORAS