IMEX

Gestão Barcellos conquista primeiro título no Inter

Fim do jejum de conquistas também marca uma inédita façanha para a administração do presidente

Por Gervásio Gonçalves em 17/03/2025 às 12:43:51
Presidente comemorou junto à torcida a retomada da hegemonia colorada no RS

Presidente comemorou junto à torcida a retomada da hegemonia colorada no RS

Alessandro Barcellos assumiu a presidência do Inter em janeiro de 2021. Porém, antes, também esteve por três anos e meio no clube, primeiro como vice de finanças e, em seguida, como vice de futebol, na gestão de Marcelo Medeiros, seu antecessor. Ao longo de todo esse tempo, ele nunca havia sentido o gosto de um título. Por isso, além de todo o valor que a conquista do Gauchão 2025 tem para o clube, ela tem um sabor especial também para o principal mandatário colorado.

Aliás, é importante dizer que os títulos não vieram antes por circunstâncias típicas do futebol. Supersticiosos até podem dizer que faltou um pouco de sorte ao Inter em alguns momentos de um passado recente, já que o time teria feito o suficiente para superar o rival histórico em Gauchões passados. No entanto, também houve falta de competência. Um exemplo? Quando Robert Renan, zagueiro que deixou o clube em seguida, decidiu cobrar um pênalti com uma cavadinha na semifinal do ano passado, em vez de fazê-lo de forma firme, não lhe faltou sorte, mas senso de responsabilidade.

De qualquer forma, o título chegou e premia uma diretoria que optou por fazer as coisas de forma um pouco diferente, mesmo correndo riscos altos em alguns momentos. Não só dentro de campo, mas também fora dele, optando por caminhos menos óbvios, como na opção pela Liga Forte União (escolha que o tempo mostrou ser a mais acertada). Também apostou na formação de um grupo forte e bastante caro em 2024, ano em que o Rio Grande do Sul foi paralisado por uma enchente histórica, mas que deixou a base da equipe que levantou a taça neste domingo diante de sua torcida.

O Inter e seus dirigentes começaram a acertar no ano passado, quando demitiram Eduardo Coudet e trouxeram Roger Machado. Essa, sim, foi uma aposta que deu certo. Amparado pelo preparador físico Paulo Paixão e por um ídolo do porte de D"Alessandro como diretor técnico, o técnico conseguiu impor um novo trabalho, baseado em ideias originais, quase autorais. O Inter reagiu no Campeonato Brasileiro e deixou uma base bem encaminhada para a temporada 2025. Mesmo com poucos investimentos no início deste ano, a equipe colorada carregou do ano passado a forma de jogar, o esquema e, principalmente, a base da formação campeã.

E deu certo. O Inter voltou a ser campeão, encerrando um jejum tanto do clube quanto de seus dirigentes. E, não menos importante, impediu o rival de igualar uma façanha histórica: o octacampeonato.

Fonte: Correio do Povo

Comunicar erro
Tia carmen 2

Comentários