A pele de tilápia, tradicionalmente utilizada no tratamento de queimaduras em humanos, está agora sendo empregada na recuperação de macacos-bugios feridos na Região Metropolitana de Porto Alegre. Esta inovadora abordagem foi iniciada pela médica veterinária Thaise de Lima Almeida e tem mostrado resultados promissores.
Início da Iniciativa e Primeiros Casos
Os primeiros animais a receberem o tratamento foram um bugio com lesões severas após um ataque e uma fêmea que sofreu queimaduras devido a um choque elétrico. A aplicação da pele de tilápia resultou em uma recuperação notadamente rápida, com resultados positivos observados em menos de um mês.
Vantagens do Tratamento com Pele de Tilápia
Este método acelera o processo de cicatrização em comparação com tratamentos tradicionais. A pele de tilápia age como um curativo biológico, aderindo à ferida, protegendo as terminações nervosas e reduzindo a dor. Além disso, requer menos trocas de curativos, minimizando o estresse dos animais.
Propriedades da Pele de Tilápia
Rica em colágeno e ômega 3, a pele de tilápia favorece a cicatrização e possui baixa disseminação de germes, diminuindo o risco de infecções. Essas características tornam-na uma escolha eficaz para o tratamento de ferimentos em animais selvagens.
Como Contribuir para o Projeto
Para dar continuidade a esses tratamentos inovadores, o projeto 'Voluntários da Fauna', da Toca dos Bichos, está aceitando doações de tilápia. As doações devem ser feitas com os peixes inteiros, possibilitando que a equipe prepare adequadamente a pele.
Resgate e Destino dos Animais Tratados
A Toca dos Bichos recebe anualmente mais de cinco mil animais silvestres, exóticos e domésticos, resgatados por instituições como o Ibama e ONGs. Após o tratamento, os animais recuperados são devolvidos à natureza. Aqueles que não podem retornar ao habitat natural devido a sequelas são encaminhados a zoológicos da região.
A utilização de pele de tilápia no tratamento de macacos-bugios feridos representa um avanço significativo no cuidado de animais selvagens, combinando inovação científica com um profundo respeito pela vida animal.
Fonte: https://g1.globo.com
