A investigação sobre o desaparecimento misterioso da família Aguiar na região metropolitana de Porto Alegre está próxima de uma conclusão. O único suspeito, Cristiano Domingues Francisco, policial militar e ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, está sob custódia desde fevereiro. A polícia acredita que ele utilizou as redes sociais de Silvana para divulgar informações falsas, sugerindo que ela e sua família haviam sofrido um acidente de trânsito, na tentativa de simular que ela estava segura e viva.
Desaparecimento e Publicações Enganosas
Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, desapareceu em 24 de janeiro, junto com seus pais, Isail e Dalmira Aguiar, na cidade de Cachoeirinha. Dias após o desaparecimento, publicações feitas em suas redes sociais alegavam que a família havia se envolvido em um acidente e que Silvana estaria sem sinal de comunicação por um período. Essas mensagens foram rapidamente desmentidas pela polícia, após perícia no celular de Silvana indicar que o dispositivo nunca esteve em Gramado, local mencionado nas postagens.
Descobertas da Investigação
A investigação revelou que o celular de Silvana foi encontrado em um terreno baldio, enrolado em um pano preto, sem impressões digitais, sugerindo tentativa de ocultação. Cristiano, o suspeito, teria mantido posse do celular nos dias subsequentes ao desaparecimento, inclusive levando-o ao trabalho em Canoas. A polícia está convencida de que ele manipulou o dispositivo para criar uma falsa narrativa.
Esforços de Busca e Progresso do Inquérito
Equipes do Corpo de Bombeiros e da polícia continuam as buscas pela família Aguiar, utilizando cães farejadores em vários locais. O casal Aguiar era proprietário de um mercado em Cachoeirinha, onde Silvana também trabalhava. O delegado Anderson Spier, à frente do caso, declarou que o inquérito está próximo do fechamento, com a polícia planejando solicitar a prisão preventiva de Cristiano em breve, apoiada por uma linha do tempo detalhada dos eventos de 24 e 25 de janeiro.
Motivação e Questões Familiares
A motivação do crime parece estar ligada a desentendimentos sobre a criação do filho de Silvana e Cristiano, de 9 anos. Silvana havia buscado o Conselho Tutelar para relatar desrespeito às suas orientações sobre a saúde do menino, que exigia cuidados especiais com a alimentação. Essa tensão crescente entre o ex-casal é vista como um potencial catalisador para os trágicos eventos.
Conclusão do Caso
Com uma série de evidências e cronologia dos acontecimentos, a polícia está próxima de concluir o caso, que chocou a comunidade local. A expectativa é que a prisão preventiva de Cristiano seja efetivada em breve, encerrando um capítulo de incertezas e trazendo justiça para a família Aguiar.
Fonte: https://g1.globo.com
