Em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, um esquema de golpes por meio de falsas entrevistas de emprego está sob investigação. Um homem é acusado de se passar por recrutador para enganar candidatos, coletando dados sensíveis de reconhecimento facial e utilizando-os para liberar financiamentos fraudulentos e adquirir veículos em nome das vítimas.
O Golpe e Suas Vítimas
O suspeito atraía candidatos sob o pretexto de processos seletivos presenciais, solicitando fotos e vídeos para a suposta confecção de crachás. Uma das vítimas, profissional de recursos humanos desempregada há mais de um ano, relata ter sido informada de que havia sido aprovada após a entrevista. No entanto, a situação se revelou um golpe quando ela recebeu uma ligação sobre uma tentativa de financiamento de carro em seu nome.
Modus Operandi dos Criminosos
Para dar veracidade ao esquema, os golpistas alugaram uma sala em um espaço de coworking, utilizando identidade falsa e pagamento em dinheiro. A polícia investiga o caso como estelionato e uso de documento falso, revelando que o indivíduo fazia parte de uma rede criminosa maior.
Desdobramentos da Investigação
A delegada Luana Medeiros, responsável pelo caso, afirma que o suspeito, embora agisse sozinho inicialmente, integrava um esquema mais amplo. Cada empréstimo realizado em nome das vítimas rendia-lhe cerca de mil reais. O suspeito foi preso em flagrante, e a polícia acredita que existam mais vítimas ainda não identificadas. A polícia apreendeu o celular do investigado e solicitou a quebra de sigilo bancário, destacando seu histórico de fraudes desde 2011.
Alerta e Prevenção
Especialistas destacam a importância de cautela ao fornecer dados de reconhecimento facial, principalmente fora de ambientes oficiais. A vítima do golpe conseguiu cancelar as operações fraudulentas a tempo, e seu caso serve como um alerta para que as pessoas questionem solicitações suspeitas, mesmo em entrevistas presenciais.
Decisão Judicial e Medidas Cautelares
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul soltou o suspeito após audiência de custódia, impondo medidas cautelares como comparecimento mensal em juízo e proibição de contato com a vítima. A decisão considerou a ausência de violência no caso e a falta de antecedentes criminais relevantes, além de não ter havido pedido de prisão por parte do Ministério Público ou da autoridade policial.
Fonte: https://g1.globo.com
