Um técnico de enfermagem de 40 anos foi preso preventivamente em Porto Alegre, acusado de importunação sexual contra pelo menos 14 colegas de trabalho. As alegações surgiram no Hospital Conceição, onde o suspeito desempenhava suas funções.
Histórico do Acusado
De acordo com a Polícia Civil, o técnico já possuía antecedentes por crimes semelhantes, incluindo estupro de vulnerável e importunação sexual. Até o momento, o nome do acusado não foi divulgado pelas autoridades.
Medidas do Hospital Conceição
O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) informou que o funcionário, contratado em agosto de 2025, foi afastado de suas funções no início de janeiro. O hospital abriu uma sindicância para investigar as denúncias, ouvindo mais de 20 testemunhas.
Posicionamento Oficial
Em nota, a direção do GHC reforçou sua política de tolerância zero em relação a qualquer tipo de abuso. A instituição também destacou a criação de políticas internas para prevenir e combater o assédio moral e sexual.
Detalhes da Investigação
A investigação da polícia resultou em 13 registros de ocorrência. As vítimas, com idades entre 31 e 53 anos, relataram os incidentes. O acusado foi preso na região norte da cidade e levado ao Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional.
Apoio às Vítimas
A Polícia Civil reiterou seu compromisso em oferecer apoio às vítimas e combater crimes contra a mulher, conforme declarou a delegada Fernanda Campos, responsável pelo caso.
Ações Preventivas e de Suporte
Em 2024, o GHC implementou a Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral e Sexual, visando criar um ambiente de trabalho saudável e seguro. As vítimas que desejaram estão recebendo suporte da Rede de Atendimento a Mulheres em Situação de Violência, um serviço oferecido pelo hospital.
A direção do hospital destacou a importância de uma corregedoria eficaz, que atua com autonomia para garantir a moralidade e eficiência administrativa.
Conclusão
O caso do técnico de enfermagem em Porto Alegre ressalta a necessidade de mecanismos eficazes para prevenir e combater assédios no ambiente de trabalho. A resposta rápida do GHC e das autoridades demonstra um compromisso com a segurança e bem-estar dos colaboradores, reforçando a importância de políticas internas e apoio às vítimas.
Fonte: https://g1.globo.com
