Com a aproximação da Semana Santa, um costume se intensifica no interior do Rio Grande do Sul: a despesca. Este método consiste na retirada de peixes de açudes, sendo uma etapa essencial para o abastecimento de feiras e supermercados durante o período.
O Processo da Despesca
Antes do início da despesca, os peixes passam por uma avaliação de saúde para identificar eventuais doenças. Após essa inspeção, os produtores se organizam para a captura. O nível da água no açude é reduzido em cerca de 70% um dia antes, facilitando o trabalho da equipe que, ao amanhecer, entra na água para puxar a rede manualmente, concentrando os peixes em um ponto específico.
Destino dos Peixes
Após a despesca, os peixes são transportados vivos até um abatedouro, onde passam por limpeza e congelamento antes de serem distribuídos ao comércio. Em Ijuí, no Noroeste do estado, a cooperativa local planeja comercializar mais de 25 toneladas de peixes durante o feriado.
Impacto do Clima na Produção
O sucesso da safra depende significativamente das condições climáticas. A falta de chuva pode prejudicar a produção, enquanto um clima favorável possibilita um bom manejo dos peixes. Aldori Adão Noviski, piscicultor, estima uma colheita de quase duas toneladas para este ano, embora suas expectativas iniciais fossem maiores.
Tendências de Consumo
Uma nova tendência de consumo tem sido observada, com a demanda crescente por peixes de porte menor, entre dois a três quilos. Essa preferência está ligada aos preços mais acessíveis.
Expectativas para o Futuro
Em 2025, o Rio Grande do Sul comercializou mais de 2,5 mil toneladas de peixe na Semana Santa. Este ano, o setor espera um aumento nas vendas. Nos açudes, o ciclo de criação recomeça, com a expectativa de que, no próximo ano, os peixes alcancem maiores tamanhos, caso as condições climáticas sejam favoráveis.
Fonte: https://g1.globo.com
