Em uma operação de combate a fraudes eletrônicas, a Polícia Civil prendeu 10 suspeitos de invadir a conta gov.br de um empresário do Distrito Federal. A ação criminosa resultou em um prejuízo de R$ 3,5 milhões para a vítima, que atua no setor de material de construção em Planaltina.
Detalhes da Operação Policial
As prisões ocorreram em São Paulo, Rondônia, Paraná, Ceará e Rio Grande do Sul, com dois suspeitos detidos em São Paulo, dois em Porto Velho, três em Foz do Iguaçu, dois no Ceará e um no Rio Grande do Sul. A investigação, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), revelou a complexidade do esquema que envolvia múltiplas técnicas de fraude.
Métodos de Atuação do Grupo Criminoso
Os criminosos utilizavam engenharia social, falsificação de documentos e manipulação de dados para acessar a conta gov.br da vítima. Após invadir o sistema, transferiam a titularidade da empresa para cúmplices e abriam contas bancárias para movimentar os recursos de forma ilícita.
Participação de Terceiros e Manobras de Ocultação
Uma jovem de 22 anos de Foz do Iguaçu recebeu R$ 50 mil para fornecer seus dados pessoais, utilizados no golpe. A organização criminosa era composta por pelo menos 12 indivíduos, distribuídos em diferentes estados, e fazia uso de VPNs, e-mails descartáveis e dados de terceiros para evitar ser rastreada.
Medidas Legais e Consequências
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,5 milhões em contas dos suspeitos e o sequestro de bens adquiridos com o dinheiro do crime, incluindo um apartamento em Foz do Iguaçu e três imóveis em Porto Velho. Os envolvidos podem enfrentar acusações de estelionato eletrônico, falsificação de documentos, uso de identidade falsa e associação criminosa, com penas que podem superar 25 anos de prisão.
Prevenção e Proteção de Dados
Este caso destaca a importância de medidas preventivas para proteger dados pessoais e evitar golpes similares. Recomenda-se atenção redobrada ao compartilhar informações online e ao utilizar plataformas digitais, como o gov.br, para minimizar riscos de fraudes.
Fonte: https://g1.globo.com
