Na última sexta-feira, um trágico acidente aéreo em Capão da Canoa, no litoral norte do Rio Grande do Sul, resultou na morte do casal de empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, naturais de Ibitinga, São Paulo. A queda da aeronave também vitimou os pilotos Nélio Pessanha e Renan Saes. O casal, que residia em Xangri-Lá, era conhecido por sua atuação no setor de eventos, especialmente na organização de feiras comerciais voltadas ao segmento têxtil.
Um Amor Inseparável
Fernanda de Matos, amiga próxima dos Ortolani, descreveu a união entre Déborah e Luis como algo profundo e verdadeiro. Ela mencionou que as mortes representam uma perda irreparável, mas que, dadas as circunstâncias, eles partiram juntos como sempre viveram. Déborah era mãe de trigêmeos, enquanto Luis tinha um filho de um relacionamento anterior, formando assim uma família unida.
O Destino Trágico
O acidente ocorreu quando o avião de pequeno porte, que vinha de São Paulo, caiu sobre um restaurante em uma área residencial. A aeronave colidiu com um poste ao final da pista de decolagem antes de atingir o estabelecimento, que estava fechado no momento. Felizmente, os moradores das casas vizinhas não sofreram ferimentos e puderam retornar em segurança para seus lares.
Investigação em Curso
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA V) foi acionado para investigar o acidente. Técnicos especializados estão coletando dados para entender as circunstâncias que levaram à queda do avião, que estava em baixa altitude antes do incidente.
O Sonho Interrompido
Déborah e Luis estavam em processo de compra da aeronave, um modelo Piper Jetprop DLX. A fatalidade ocorreu durante um voo de demonstração. Allan Peluzzi, proprietário da empresa de aviação que intermediava a venda, lamentou profundamente o ocorrido, expressando condolências às famílias enlutadas.
Despedidas e Luto
Os corpos das vítimas foram encaminhados para Porto Alegre, onde passaram por perícias adicionais. O Instituto-Geral de Perícias conduziu exames de necropsia em Osório, mas a identificação plena ainda está pendente devido às condições dos corpos. A previsão para a realização dos velórios permanece indefinida, enquanto amigos e familiares enfrentam a dor da perda.
Fonte: https://g1.globo.com
