A Praça da Alfândega, localizada no coração do Centro Histórico de Porto Alegre, foi palco de um ato de vandalismo que deixou uma estátua sem cabeça. O monumento, que homenageia o diplomata e jornalista Barão do Rio Branco, teve a cabeça da figura da República arrancada, juntamente com uma das mãos. A escultura de bronze, que celebra 110 anos de existência, foi alvo de destruição.
Indícios do Crime
Ao redor do monumento, pedaços de concreto no chão sugerem que o furto ocorreu recentemente. Embora a Brigada Militar realize patrulhamento regular na área, a responsabilidade pela segurança e manutenção dos monumentos históricos é da prefeitura de Porto Alegre.
Investigação em Curso
A Secretaria de Segurança de Porto Alegre informou, em nota, que a Guarda Municipal iniciou um procedimento investigativo para apurar os detalhes do incidente. As câmeras de videomonitoramento da região estão sendo analisadas na tentativa de identificar os responsáveis pelo ato de vandalismo.
Histórico do Monumento
O monumento foi instalado na praça em 1916, quatro anos após o falecimento de José Maria da Silva Paranhos Júnior, conhecido como Barão do Rio Branco. Localizado em frente ao Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, o monumento possui, em sua parte superior, a figura do diplomata e, abaixo, a imagem da República, simbolizada na cédula de Real.
Vandalismo em Monumentos Históricos
Infelizmente, o vandalismo em monumentos históricos não é novidade em Porto Alegre. No início do ano, a prefeitura retirou três peças da Praça da Alfândega para proteção. Em 2022, três esculturas foram furtadas do local: uma homenagem a Francisco Caldas Júnior, criada pelo escultor italiano Luis Sanguin; um monumento ao coronel do Exército Antônio Carlos Lopes, obra de Walter Drechsler; e um busto do jornalista Leonardo Truda, feito por Leone Domenico Lonardi.
Conclusão
A destruição de monumentos históricos representa uma perda significativa para o patrimônio cultural de Porto Alegre. As autoridades continuam a investigar o caso, buscando soluções para prevenir futuros atos de vandalismo e garantir a preservação das obras de arte públicas que enriquecem a cidade.
Fonte: https://g1.globo.com
