Em um caso chocante de violência doméstica, Marcos do Nascimento Falavigna foi condenado a 28 anos e 10 meses de prisão pelo assassinato de sua companheira, Nara Denise dos Santos, uma servidora pública de 61 anos. O crime ocorreu em janeiro de 2024, na cidade de Osório, localizada no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
Detalhes do Crime
O homicídio ocorreu no interior da residência do casal, onde Nara foi morta por asfixia mecânica após uma discussão sobre o uso de seu cartão bancário. Após cometer o crime, Falavigna ocultou o corpo da vítima em uma geladeira, que foi posteriormente concretada dentro da casa.
Julgamento e Condenação
O Tribunal do Júri considerou Marcos Falavigna culpado por homicídio triplamente qualificado, caracterizado como feminicídio, além de condená-lo por ocultação de cadáver. As qualificadoras incluíram motivo fútil, emprego de meio cruel e o contexto de violência doméstica. A sentença estipulou que a pena deve ser cumprida em regime fechado, sem possibilidade de recurso em liberdade.
Investigação e Contexto
De acordo com as investigações, Nara e Falavigna mantinham um relacionamento estável há cinco anos, sem registros anteriores de violência. A vítima era aposentada do serviço municipal e não tinha filhos. As circunstâncias do crime e a ocultação do corpo chocaram a comunidade local.
Confissão e Prisão
Após o crime, Falavigna procurou a Brigada Militar, afirmando ter encontrado Nara morta. Durante a visita dos policiais à residência, ele confessou informalmente o crime, justificando suas ações sob a alegação de estar 'possuído por uma entidade maligna'. Imagens religiosas foram encontradas sobre a geladeira onde o corpo foi escondido.
Repercussão e Conclusão
O caso de Nara Denise dos Santos serve como um trágico lembrete da violência doméstica que persiste na sociedade. A condenação de Marcos do Nascimento Falavigna reforça a importância de combater o feminicídio e de garantir que os agressores enfrentem a justiça. A Defensoria Pública, responsável pela defesa de Falavigna, não se pronunciou sobre o caso até o momento.
Fonte: https://g1.globo.com
