A Basílica Menor Nossa Senhora das Dores, a igreja mais antiga em atividade em Porto Alegre, inicia um ambicioso projeto de restauração que poderá se estender por até sete anos. Este marco histórico, com 219 anos de existência, passará por uma recuperação completa de sua estrutura externa, um processo necessário para preservar sua integridade e prolongar sua vida útil.
Importância Histórica e Cultural
Tombada como patrimônio nacional em 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Basílica das Dores é um símbolo do Centro Histórico de Porto Alegre. Desde a sua construção, a igreja se tornou um ponto de referência para a cidade, refletindo o crescimento e a história local. Segundo Cristina Schneider, gestora cultural do projeto, a Basílica é um elemento central na estrutura urbana da capital gaúcha.
Detalhes do Processo de Restauração
A restauração da igreja é uma resposta a problemas estruturais, como reboco craquelado e pinturas desgastadas, exigindo intervenções cuidadosas e planejadas. O projeto será executado em etapas para garantir a preservação do patrimônio, começando pelas fachadas laterais e esquadrias, com um investimento inicial de quase R$ 3 milhões, financiado pela Lei Rouanet e patrocinado pela Petrobras Cultural.
Engajamento da Comunidade e Ações Culturais
Para engajar a comunidade, diversas atividades estão programadas, incluindo uma oficina de restauro para mulheres, focada em técnicas construtivas tradicionais, e um concurso cultural para escolher 20 pessoas que terão a chance de conhecer os bastidores da obra. Além disso, uma projeção mapeada irá contar a história da basílica através de um espetáculo de som e luz, acompanhado de ações de acessibilidade como audiodescrição e tradução em Libras.
Planejamento Futuro e Sustentabilidade Econômica
No âmbito da revitalização, está previsto um espaço de convivência sob a famosa escadaria de 63 degraus da Basílica, que poderá incluir um café para gerar sustentabilidade econômica. O formato final deste empreendimento ainda está em análise, mas a ideia é democratizar o acesso e proporcionar diferentes formas de interação com o patrimônio.
Visão para as Próximas Gerações
O padre Lucas Matheus Mendes, que lidera a paróquia há nove anos, vê o início das obras como a realização de um trabalho planejado há cinco anos. Ele destaca a importância de preservar o legado histórico para as futuras gerações, garantindo que a memória das pessoas que construíram e mantiveram a igreja seja celebrada e transmitida.
Com esse projeto, a Basílica das Dores não apenas preserva sua história, mas também se fortalece como um espaço de acesso cultural e social, reafirmando seu papel na vida da comunidade e no cenário cultural brasileiro.
Fonte: https://g1.globo.com
