A Justiça decretou a prisão preventiva de Cristiano Domingues Francisco, policial militar e principal suspeito pelo desaparecimento da ex-esposa Silvana Germann de Aguiar e dos pais dela em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A decisão judicial foi tomada após um pedido da Polícia Civil, 75 dias após o desaparecimento dos três membros da família Aguiar.
Evolução do Caso
Cristiano estava sob prisão temporária desde 10 de fevereiro. A mudança para prisão preventiva ocorre na fase final do inquérito que investiga o crime. A prisão temporária é uma medida que busca impedir que o investigado interfira no processo e tem um prazo de cinco a trinta dias, dependendo da gravidade do crime. Já a prisão preventiva não possui prazo definido e é aplicada quando há risco de fuga ou para preservar a ordem pública.
Depoimentos e Linha do Tempo
Durante um depoimento recente, Cristiano exerceu o direito de permanecer em silêncio, comportamento que adotou desde que se tornou o principal suspeito. O desaparecimento de Silvana ocorreu em 24 de janeiro, enquanto seus pais foram vistos pela última vez em 25 de janeiro. A investigação, que aponta para feminicídio e duplo homicídio, não obteve ainda informações sobre o paradeiro dos corpos.
Motivações e Desavenças
A polícia sugere que o crime pode ter sido motivado por disputas referentes à criação do filho de Silvana e Cristiano, bem como por questões financeiras relacionadas ao patrimônio da família Aguiar. Silvana havia procurado o Conselho Tutelar para relatar desacordos sobre os cuidados com o filho, que tinha restrições alimentares.
Novos Desenvolvimentos nas Investigações
Três pessoas próximas ao policial militar passaram a ser investigadas por possíveis interferências nas investigações. Entre elas, uma parente de Cristiano, suspeita de fraude processual por apagar dados eletrônicos. Além disso, um homem teria deletado imagens de câmeras de segurança, e outra pessoa está sendo investigada por falso testemunho.
Próximos Passos
O advogado de Cristiano, Jeverson Barcellos, acompanha o caso e aguarda a conclusão do inquérito para se manifestar. Enquanto isso, a polícia continua a busca por respostas sobre o destino dos membros desaparecidos da família Aguiar.
Fonte: https://g1.globo.com
