Uma ação coordenada pelas polícias civis do Rio Grande do Sul e São Paulo, com o apoio da Polícia Penal, foi lançada na manhã de quinta-feira (21) com o objetivo de desmantelar uma rede criminosa que operava a partir do Presídio Regional de Santa Cruz do Sul. A operação, denominada Phantom, visou 13 presos envolvidos no esquema.
Detalhes da Operação Phantom
Além da prisão dos suspeitos, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, seis dos quais em Santa Cruz do Sul e um em Novo Hamburgo. A operação destacou a colaboração entre as forças de segurança dos dois estados, visando coibir atividades criminosas que se estendiam além das fronteiras do presídio.
Investigação e Modus Operandi
As investigações, conduzidas pelo delegado Adair Marques Correia do Setor de Investigações Gerais de São Paulo, tiveram início há cerca de dois meses. O foco foi uma série de fraudes que utilizavam indevidamente os nomes de delegados da Polícia Civil paulista, incluindo o do delegado-geral, para enganar vítimas.
Estratégias e Alvos do Grupo
O grupo usava diversas linhas telefônicas e números de WhatsApp com códigos de área diferentes, ajustados conforme a localização das vítimas. Esta estratégia permitia que as operações fossem conduzidas de dentro da prisão, com a colaboração de familiares dos detentos.
Prisões e Desdobramentos
Dois familiares de presos foram presos por suspeita de serem responsáveis por receber o dinheiro obtido com os golpes. Embora o grupo já estivesse envolvido em outras fraudes, a operação foi precipitada pelo uso de aplicativos de relacionamento para aplicar os golpes, utilizando os nomes de delegados.
Conclusão
A Operação Phantom evidencia a importância da cooperação entre diferentes órgãos de segurança para combater crimes complexos que utilizam tecnologia para expandir seu alcance. As autoridades continuam investigando para desmantelar completamente a rede e evitar novas fraudes.
Fonte: https://g1.globo.com
