O desaparecimento da família Aguiar no Rio Grande do Sul, que já dura quase três meses, gerou uma investigação minuciosa por parte da Polícia Civil. Na última sexta-feira (17), o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público para análise. Seis pessoas foram indiciadas por crimes diversos, e o caso envolve acusações de feminicídio, homicídio e outras infrações graves.
Os Desaparecidos e o Principal Suspeito
Silvana de Aguiar, de 48 anos, juntamente com seus pais Isail, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos, desapareceram entre 24 e 25 de janeiro. O principal suspeito, de acordo com a polícia, é Cristiano Domingues Francisco, um policial militar e ex-marido de Silvana. Ele enfrenta acusações de feminicídio e homicídios triplamente qualificados, além de outras acusações.
Acusações Contra Cristiano Domingues Francisco
Cristiano foi indiciado por nove crimes, incluindo feminicídio, duplo homicídio triplamente qualificado, e ocultação de cadáver. Outros crimes incluem abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto qualificado, fraude processual, falso testemunho e associação criminosa. As penas variam de detenção a longos períodos de reclusão.
Envolvimento de Milena Ruppenthal Domingues
Milena Ruppenthal Domingues, atual esposa de Cristiano, também foi indiciada. As acusações incluem ocultação de cadáver, furto qualificado, falso testemunho, fraude processual e associação criminosa. A polícia suspeita que ela tenha manipulado dados e depoimentos para encobrir evidências, inclusive descredenciando um software de clonagem de voz usado no crime.
Participação de Wagner Domingues Francisco
Wagner, irmão de Cristiano, enfrenta acusações de ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa. Evidências como o DNA encontrado em um telefone da vítima e o desaparecimento dele e do irmão por 13 horas são pontos-chave na investigação. Os investigadores acreditam que ele tenha ajudado a destruir provas.
Outros Envolvidos: Paulo da Silva, Maria Rosane e Ivone Ruppenthal
Paulo da Silva, amigo de Cristiano, foi acusado de falso testemunho, fraude processual e associação criminosa. Segundo o delegado, ele mentiu em depoimentos e ajudou na destruição de evidências digitais. Maria Rosane Domingues Francisco, mãe de Cristiano, e Ivone Ruppenthal, sogra dele, foram indiciadas por fraude processual e associação criminosa. Elas teriam ajudado na retirada de HDs de segurança e manipulação de mensagens.
Conclusão e Próximos Passos
O inquérito agora está nas mãos do Ministério Público, que avaliará as provas e decidirá sobre a continuidade do processo. As defesas dos acusados aguardam acesso aos procedimentos em segredo de justiça para formular suas estratégias. O caso continua a chamar atenção pela complexidade e gravidade das acusações.
Fonte: https://g1.globo.com
