O comandante de um voo particular, João Paulo de Almeida, vivenciou uma experiência rara e surpreendente ao ser interceptado por um caça da Força Aérea Brasileira (FAB) enquanto sobrevoava o norte do Rio Grande do Sul. Ele havia decolado de Xanxerê, Santa Catarina, com destino a Porto Alegre, no dia 31 de março.
A Interceptação Inesperada
Durante o voo, ao passar pelo município de Lagoa Vermelha, a presença do caça da FAB foi percebida inicialmente pelos três passageiros que estavam a bordo. De acordo com Almeida, ele não conseguiu visualizar imediatamente a aeronave militar devido à proteção solar no vidro, mas foi alertado pelos passageiros sobre a aproximação.
Comunicação com o Caça
Após perceber o caça F-5, o piloto seguiu os protocolos de segurança, ajustando o rádio para a frequência de emergência e iniciando comunicação com o piloto militar. O oficial da FAB questionou o comandante sobre a origem, o destino, o motivo do voo e suas credenciais, informando que a aeronave estava sob interceptação e que todos os comandos deveriam ser obedecidos.
Liberação e Reflexões
A comunicação entre as aeronaves durou cerca de cinco minutos, após os quais a FAB liberou o voo para continuar sua rota. Almeida destacou que, apesar de incomum, a abordagem foi conduzida de maneira profissional. Com 14 anos de experiência na aviação, ele nunca havia passado por situação semelhante e comentou que muitos de seus colegas, com décadas de carreira, também nunca foram interceptados.
Posicionamento da Força Aérea Brasileira
Em resposta ao contato do g1, a Força Aérea Brasileira esclareceu que a interceptação foi parte de um procedimento padrão para verificar dados do voo. A FAB ressaltou que todas as aeronaves no espaço aéreo brasileiro estão sujeitas às Medidas de Policiamento Aéreo (MPEA), que garantem a segurança e o monitoramento das atividades aéreas no país.
O episódio destaca a importância dos protocolos de segurança e a prontidão das forças de defesa do espaço aéreo, sublinhando a raridade de tais ocorrências na aviação civil.
Fonte: https://g1.globo.com
