Recentemente, a União Europeia anunciou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne e outros produtos de origem animal para a Europa. Essa decisão foi motivada pela falta de garantias do Brasil em cumprir as normas sanitárias do bloco europeu, especialmente relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária. Embora a medida só passe a vigorar em 3 de setembro, ela já gera preocupações no setor.
Perspectivas para 2024
No entanto, no cenário para 2024, o Brasil foi incluído na lista de exportadores de carne bovina, frango, cavalo, tripas, peixe e mel para a Europa. Essa autorização futura traz esperança de que a situação atual possa ser revertida, conforme expressado por Júlio Barcellos, coordenador do Nespro da UFRGS.
Impactos no Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul é um dos estados brasileiros mais afetados por essa decisão, sendo o terceiro maior exportador de frango e um dos principais exportadores de carne bovina do país. Barcellos ressalta que, embora a situação seja preocupante, o setor está bem estruturado e as entidades representativas estão empenhadas em atender aos requisitos exigidos pela União Europeia.
Normas de Uso de Antimicrobianos
A União Europeia exige que o uso de antimicrobianos na pecuária seja devidamente comprovado como seguro, respeitando prazos de carência e sendo restrito a casos de extrema necessidade. No Brasil, já existem esforços para alinhar-se a essas exigências, com a introdução de instruções normativas que proíbem certas substâncias já banidas na Europa.
A Qualidade da Carne Brasileira
Apesar das restrições, a carne brasileira é considerada uma das mais saudáveis do mundo, submetida a rigorosos processos de inspeção oficial. Barcellos enfatiza que a situação atual serve como um alerta para que o setor continue organizado e em conformidade com as normas internacionais.
Efeitos no Mercado Interno
Quanto ao impacto no mercado interno, não se espera uma redução no preço da carne para o consumidor brasileiro, devido ao déficit de carne bovina no país. A demanda interna deve permanecer alta, sustentando os preços atuais.
Fonte: https://g1.globo.com
