Luís Guilherme Dias da Silva, o LG, apontado por instituições da Segurança Pública como líder de facção na zona Norte de Porto Alegre, está foragido. Ele fugiu do Instituto Penal de Gravataí na tarde dessa sexta-feira, um dia após ganhar progressão de pena ao regime semiaberto. O advogado Jean de Menezes Severo, à frente da defesa, fará manifestação após tomar conhecimento dos detalhes do caso.
Polícia Civil, Brigada Militar e Ministério Público do Rio Grande do Sul consideram LG um dos principais chefes da facção Os Abertos. Essas mesmas autoridades dizem que ele comandaria o tráfico de drogas na região da Cohab do bairro Rubem Berta, com suposta atuação também no bairro Mario Quintana, especificamente no Loteamento Timbaúva.
LG estava na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) desde março de 2024, quando foi preso por agentes da 5ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em Torres, após ficar aproximadamente um ano foragido. Na época, chegou a ser considerado o fugitivo mais procurado em território gaúcho. Ganhou benefício de regime semiaberto na quinta-feira, escapando novamente.
Imagens de câmeras de segurança mostram que a fuga ocorreu por volta das 14h10min. A filmagem mostra que, ao descer por um muro lateral do Instituto Penal de Gravataí, LG fratura o tornozelo. Depois, é auxiliado por um comparsa até um veículo.
A reportagem contatou o advogado Jean Severo, que defende LG, mas ele disse que aguardaria mais informações antes de enviar qualquer comunicado. “Ainda vou me inteirar do que realmente aconteceu”, afirmou. O espaço permanece aberto para manifestações.
Conflito interno de facção
LG teria sido pivô de uma briga com Daniel Araújo Antunes, o Patinho, também liderança da facção Os Abertos. Patinho foi morto a tiros no dia 9 de outubro de 2024, dez minutos após deixar a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).
De acordo com apuração policial, a desavença começou em 2018, quando Patinho foi transferido ao Sistema Penitenciário Federal, em 2018, com LG assumindo pontos de tráfico do antigo aliado. Tal atitude teria sido motivação da morte do irmão de LG, desencadeando cerca de 50 homicídios no período de três anos.
LG teria prevalecido na disputa. Patinho deixou a facção, juntando-se ao grupo criminoso Bala na Cara.
