O Rio Grande do Sul confirmou recentemente dois casos de contaminação por hantavírus, dos quais um resultou em óbito. As infecções ocorreram em áreas rurais e não estão relacionadas ao surto em um navio vindo da Argentina, segundo a Secretaria de Saúde do estado.
Casos Confirmados e Localidades
O primeiro caso foi registrado em Antônio Prado, na Serra do RS, onde a infecção foi confirmada por exame laboratorial. Já o segundo caso ocorreu em Paulo Bento, no Norte do estado, confirmado por diagnóstico clínico-epidemiológico, e resultou na morte do paciente.
Fatores de Risco e Prevenção
As atividades que aumentam o risco de infecção por hantavírus incluem o contato com roedores silvestres ou ambientes contaminados. Trabalhos agrícolas, atividades de lazer em áreas rurais, como limpeza de galpões e trilhas, são situações comuns de exposição ao vírus.
A Hantavirose no Brasil
Considerada endêmica no Brasil, a hantavirose é causada por diferentes tipos de vírus transmitidos por roedores. No país, manifesta-se como síndrome cardiopulmonar, uma condição grave. Os sintomas iniciais incluem febre e dores musculares, evoluindo para problemas respiratórios e circulatórios.
Histórico de Casos no RS
O Rio Grande do Sul apresenta variações anuais no número de casos de hantavirose. Nos últimos anos, os registros foram: 8 casos em 2025, 7 em 2024, 6 em 2023, 9 em 2022, 3 em 2021 e 1 em 2020, conforme dados da Secretaria de Saúde.
Surto em Navio de Cruzeiro
O cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina, enfrentou um surto de hantavírus, resultando na morte de três passageiros. A Organização Mundial da Saúde confirmou sete casos da cepa andina do vírus, com outros dois suspeitos.
Conclusão
Os casos de hantavírus no Rio Grande do Sul destacam a necessidade de medidas de prevenção em áreas rurais. Enquanto isso, o surto no cruzeiro ressalta a importância de monitoramento internacional e resposta rápida a emergências sanitárias.
Fonte: https://g1.globo.com
