A Justiça determinou que a guarda provisória do filho do policial militar Cristiano Domingues Francisco permanecerá com a avó paterna. A decisão foi tomada na última segunda-feira (18) e mantém a criança sob os cuidados da mãe de Cristiano desde o início do ano.
Desaparecimento da Família Aguiar
O menino está sob a tutela da avó paterna desde janeiro, após o desaparecimento de sua mãe, Silvana de Aguiar, e seus avós maternos, Isail e Dalmira Germann de Aguiar. Cristiano, ex-marido de Silvana, é o principal suspeito do desaparecimento e possível assassinato dos três.
Decisão Judicial e Sigilo do Processo
Embora os corpos das vítimas não tenham sido encontrados, Cristiano está preso preventivamente e enfrenta acusações pelos crimes. O pedido da família materna para obter a guarda da criança foi negado pela juíza Tatiana Martins da Costa, da Vara de Família de Cachoeirinha. O processo corre em sigilo, mas o advogado da família Aguiar, Gilmar Souza de Vargas, confirmou a decisão de manter a guarda com a avó paterna.
Acusações Contra a Avó Paterna
A avó paterna enfrenta acusações de fraude processual e associação criminosa, segundo a Polícia Civil. Ela teria participado da remoção de HDs de sua residência e manipulado mensagens para apagar dados. Apesar disso, o Ministério Público ainda não apresentou denúncia contra ela, mas continua investigando o caso.
Implicações do Caso para Outros Envolvidos
Além de Cristiano, outras duas pessoas estão sendo processadas: Milena Ruppental Domingues, atual esposa de Cristiano, e Wagner Domingues Francisco, seu irmão. Milena enfrenta acusações de participação em feminicídios, ocultação de cadáveres, entre outros crimes. Wagner é acusado de ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa.
Acusações do Ministério Público
O Ministério Público sustenta que Cristiano e Milena participaram dos feminicídios de Silvana e Dalmira, alegando motivos torpes e emboscada. Milena teria colaborado intelectualmente e no planejamento dos crimes. Além disso, o casal é acusado de furto qualificado e manipulação de provas.
Próximos Passos Legais
O Ministério Público recorreu da decisão de não prender Milena e Wagner, e o pedido está em tramitação. A criança, apesar das complexidades do caso, permanece sob acompanhamento adequado das autoridades junto à família materna. Os indiciados que não foram denunciados podem enfrentar Acordos de Não Persecução Penal, dependendo das investigações futuras.
Fonte: https://g1.globo.com
