O Rio Grande do Sul registrou a detecção de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), popularmente conhecida como gripe aviária (H5N1), em aves silvestres. O caso foi identificado na Reserva do Taim, na região sul do estado. Contudo, a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) prontamente esclareceu que este registro isolado não compromete o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil como áreas livres de IAAP, nem representa risco para o consumo de produtos avícolas ou para o comércio.
Detecção em Aves Silvestres: Onde e Como Ocorreu
A identificação do vírus H5N1 ocorreu especificamente em cisnes-coscoroba (<i>Coscoroba coscoroba</i>), uma espécie de ave silvestre, encontrados na Lagoa da Mangueira, localizada no município de Santa Vitória do Palmar, dentro dos limites da Reserva do Taim. A notificação de animais doentes ou mortos foi recebida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) em 28 de fevereiro. Após a coleta de amostras, o material foi encaminhado para análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), uma instituição de referência para a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença da doença.
Implicações Sanitárias e Econômicas Tranquilizadoras
Apesar da detecção, a Seapi, através do seu Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), enfatiza que a infecção por Influenza Aviária em populações de aves silvestres, como a observada, não altera a condição sanitária do estado ou do país perante organismos internacionais. Esta distinção é crucial, pois impede qualquer impacto adverso sobre o comércio de produtos avícolas, seja ele nacional ou internacional. As autoridades reiteram também a completa segurança na ingestão de carne de aves e ovos, uma vez que a enfermidade não é transmissível aos humanos por meio do consumo desses alimentos.
O episódio na Reserva do Taim, embora exija vigilância constante, reforça a eficácia do sistema de monitoramento do Rio Grande do Sul e a capacidade de resposta rápida das autoridades sanitárias. A detecção precoce e a imediata comunicação, acompanhadas pelas devidas clarificações, garantem que a saúde pública e a robustez da cadeia produtiva avícola gaúcha permaneçam intactas, tranquilizando produtores e consumidores quanto à segurança e à qualidade dos produtos.
Fonte: https://agorars.com
