Após mais de dois meses do desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar e seus pais, Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar, os familiares finalmente tiveram permissão para entrar no minimercado e nas residências da família. O sumiço, ocorrido em janeiro, ainda está envolto em mistério, mas a Justiça autorizou que os parentes realizassem uma inspeção e limpeza nos locais.
Entrada Chocante no Minimercado
Na última terça-feira, acompanhados por agentes da Polícia Civil, os familiares fizeram descobertas perturbadoras ao acessar o minimercado da família. Encontraram alimentos em estado de decomposição, além de ratos e baratas, evidenciando o abandono do local desde o desaparecimento dos três membros da família de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Decisão Judicial e Acesso às Propriedades
A decisão de permitir o acesso às propriedades foi tomada pela magistrada da Vara de Família, que autorizou a entrega das chaves das casas e do mercado para que os familiares pudessem remover eletrodomésticos das tomadas e descartar produtos perecíveis. O advogado Gilmar Souza de Vargas confirmou que as chaves foram devolvidas ao judiciário após a inspeção.
Investigação e Principais Suspeitas
O principal suspeito do desaparecimento é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana, que está detido desde 10 de fevereiro. A investigação da Polícia Civil, que está em fase final, ainda não encontrou os corpos, mas considera a possibilidade de feminicídio e duplo homicídio. As tensões entre Cristiano e Silvana sobre a criação do filho do casal são apontadas como uma possível motivação para o crime.
Motivações Financeiras e Novos Suspeitos
Além das desavenças pessoais, questões financeiras também são investigadas como motivação para o crime. A família Aguiar possuía bens, que em caso de falecimento dos membros, seriam herdados pelo neto. No final de março, três novas pessoas, associadas a Cristiano, passaram a ser investigadas por possível interferência nas investigações, incluindo fraude processual e falso testemunho.
Conclusão das Investigações
O advogado de Cristiano, Jeverson Barcellos, aguarda a conclusão do inquérito para se manifestar oficialmente. Enquanto isso, a comunidade de Cachoeirinha segue atenta ao desenrolar do caso, que envolve não apenas questões familiares, mas também a segurança e o bem-estar de uma criança, agora sob os cuidados da avó paterna.
Fonte: https://g1.globo.com
