Pesquisadores do Rio Grande do Sul estão empregando drones para aplicar uma solução biológica em pastagens, enfrentando um dos principais desafios da pecuária: o carrapato bovino. Esta técnica inovadora, que combate o parasita no ambiente, oferece uma alternativa mais econômica e eficaz para os produtores rurais.
Uma Nova Abordagem para o Controle de Carrapatos
O projeto é liderado pelo Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), sob a direção do pesquisador José Reck. A mudança de estratégia é fundamental, dado que muitos carrapatos desenvolveram resistência a quase todos os pesticidas disponíveis atualmente. A solução biológica ataca os parasitas enquanto estão nas pastagens, onde são mais vulneráveis.
A Solução Biológica: Microrganismos como Arma
A técnica utiliza microrganismos encontrados no solo que são selecionados por sua capacidade de eliminar carrapatos. Esses microrganismos são concentrados em uma formulação poderosa e reaplicados nas pastagens de maneira otimizada, maximizando sua eficácia.
O Papel dos Drones na Aplicação
Os drones são essenciais nesta inovação, pois permitem a pulverização da solução em horários estratégicos, como à noite ou de madrugada, períodos em que os microrganismos são mais eficientes devido à ausência de luz solar. Essa tecnologia também é mais acessível economicamente, oferecendo uma alternativa viável aos pecuaristas que não dispõem de equipamentos tradicionais de pulverização.
Potencial para Produção em Larga Escala
O objetivo da pesquisa é desenvolver um protocolo que possa ser adotado pela indústria, possibilitando a produção em massa de um produto biológico para controle de carrapatos. Caso aprovado, este método inovador representará um avanço significativo no manejo sustentável de parasitas no Brasil.
A utilização de drones e soluções biológicas no combate a carrapatos demonstra uma promissora combinação de tecnologia e inovação, que pode transformar a pecuária no país, oferecendo uma solução eficaz e sustentável aos desafios enfrentados pelos produtores rurais.
Fonte: https://g1.globo.com
