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'Viveu para a música', diz filha após a morte de Luis Vagner; músicos prestam homenagens

Por Editor em 10/05/2021 às 15:51:22
Cantor, compositor e instrumentista gaúcho teve uma parada cardiorrespiratória e morreu no domingo (9), aos 73 anos, no litoral de São Paulo, onde morava. Registro de 2016 de Luis Vagner

Gabriel Alexandre / Soul Art

A morte do cantor, compositor e instrumentista gaúcho Luis Vagner, no domingo (9) aos 73 anos, causa comoção entre artistas do Rio Grande do Sul. Amigos, colegas e familiares prestaram homenagens.

"Meu pai era a pessoa mais humana que eu já conheci na vida. Ele viveu de música, viveu para a música, eu brinco até que ele não era casado porque a mulher do músico é a música e como ele diz, ou você faz música de verdade ou você é um '171'. E ele fazia música de verdade".

"Era uma pessoa incrível. Perde-se o artista, perde-se o pai, mas ele deixa um legado incrível de amor e humanidade", diz a filha Manauara Teixeira Lopes.

Vagner teve uma parada cardiorrespiratória e morreu em Itanhaém, no litoral de São Paulo, onde morava atualmente. Ele se recuperava de dois AVCs.

Natural de Bagé, na Região da Campanha do Rio Grande do Sul, era conhecido como o 'Guitarreiro'. Na década de 50, morando em Porto Alegre, Luis Vagner integrou a banda 'Os Jetsons' com outros músicos. Nascida no bairro Partenon, Zona Leste da Capital, a banda mudou o nome para 'Os Brasas', e se consagrou como banda de apoio de diversos talentos durante o período da Jovem Guarda.

Cantor e compositor Luis Vagner morre aos 73 anos

Mais tarde, ao lado do canto Jorge Ben Jor, introduziu o samba-rock no país. O cantor carioca compôs a música 'Luis Vagner Guitarreiro', em homenagem ao companheiro musical.

Luis Vagner deixa seis filhos. Ele será cremado em um cerimonial restrito em São Paulo nesta segunda-feira (10).

'Admiração recíproca'

Amigos e parceiros de música como Frank Jorge, Tonho Crocco e Serginho Moah lamentaram a morte de Vagner nas redes sociais.

Ao G1, Frank Jorge falou sobre a amizade com o músico e os trabalhos já realizados.

"Uma relação ótima, de admiração recíproca, mas lógico, eu, numa modesta condição de aprendiz. Luis Vagner atuou na jovem guarda, foi em 1966 à SP, se enturmou com muita gente, compôs músicas que foram gravadas por Luiz Américo, Paulo Diniz, Antônio Marcos, Vanusa, Cláudia, Jorge Benjor. Longa lista", relembra.

Luis Vagner, o guitarreiro que foi do twist ao samba-rock para animar o terreiro brasileiro

O músico relembra também um dos momentos que passou com o amigo.

"Assisti com ele, sentado ao meu lado, um show no Teatro São Pedro em Porto Alegre. No festival El Mapa de Todos, do recém falecido, TB, Lafayette. Tínhamos muito assunto, ele tinha muitas histórias pra contar, mas o show estava rolando e não podíamos conversar mais livremente."

"Provavelmente a primeira vez que o vi frente a frente, foi num armazém em frente a minha casa. Chamei a atenção do meu filho. Este senhor é um grande compositor, aqui do RS, e que sempre trabalhou com muita paixão e devoção em sua música".

Luis Vagner e Frank Jorge

Reprodução / Instagram Frank Jorge

Tocado não só pela música, mas também pelas influências religiosas, Tonho Crocco destaca o papel de Vagner em sua vida.

"Relação mais que amigo, mais que colega de música, tanto que ele me mostrou o budismo e eu me converti ao budismo por causa dele. Está tudo interligado. A vida, a música, viver e tocar, viver e compor. Isso que eu mais vou levar, a felicidade, a alegria, o ensinamento dele diariamente".

Primeiro registro com o músico em 2002. A esquerda, o empresário de Vagner na época, Tonho e Luis Vagner

Arquivo pessoal

Luis Vagner

Edu Defferrari / Divulgação

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