Detecção de contágios da variante ômicron se multiplica na Europa, e restrições pela nova onda aumentam

Pelo menos seis países da UE localizaram infectados com a mutação do coronavírus. Por enquanto, todos os casos são de viajantes recém-retornados do sul da África, onde foi descoberta

Por Gê do Poa em 02/12/2021 às 01:45:00

Desde a última sexta-feira, quando saltaram os primeiros alertas pela nova variante do coronavírus, chamada ômicron e que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica por enquanto como "preocupante", a Europa vem registrando um constante acúmulo de casos. Em pelo menos seis países da União Europeia, aos quais se soma o Reino Unido, foram confirmados contágios com a nova mutação, que os cientistas ainda estão estudando para tentar averiguar sua periculosidade. A OMS informou no domingo que "ainda não está claro" se ela é mais contagiosa nem se causa efeitos mais graves nos pacientes. E nesta segunda-feira acrescentou que o risco global associado a ela é "muito alto". A nova variante sacudiu as Bolsas (a do Japão volta a registrar perdas nesta segunda-feira, enquanto as europeias sobem) e gerou uma cascata de anúncios de fechamentos de fronteiras aos viajantes provenientes do sul da África. Também há contágios sendo detectados fora da Europa, como na Austrália e Israel. O Governo deste último país foi o mais radical nas medidas para tentar vedar seu território à nova variante ômicron: no domingo, proibiu a entrada de qualquer viajante estrangeiro a partir desta segunda-feira, durante pelo menos duas semanas. Pouco depois, o Executivo marroquino tomou a mesma decisão e suspendeu a chegada de todos os voos internacionais por 15 dias. Os ministros da Saúde do G-7 (bloco das sete maiores economias mundiais) devem se reunir nesta segunda-feira de forma extraordinária para discutir a situação.

GRUTA AZUL


Muitos outros governos nacionais, como os 27 membros da UE, endureceram os controles e suspenderam voos e a entrada de passageiros procedentes de sete países do sul da África: África do Sul, Botsuana, Essuatini (ex-Suazilândia), Lesoto, Moçambique, Namíbia e Zimbábue. A OMS criticou no domingo esta medida e aplaudiu a gestão feita pelo Governo da África do Sul, o país que detectou a nova variante e a notificou oficialmente à comunidade internacional na quinta-feira, um dia antes do pânico tomar conta do planeta. A Espanha também endureceu no sábado os controles de acesso às pessoas que provenham dessas sete nações africanas, incluídas agora na categoria de países de "alto risco". Fontes do Ministério da Saúde espanhol dizem que estão em contato com os governos regionais e, por enquanto, não se noticiou nenhum caso de contágio com a nova mutação.

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