RS alerta sobre surto de doença diarreica aguda em 25 municípios

Por Ge do Poa em 08/10/2021 às 17:41:29
Surto de doença diarreia aguda em 25 municípios

Surto de doença diarreia aguda em 25 municípios

São pelo menos 2 mil casos, mas Secretaria Estadual da Saúde (SES) acredita que haja mais. Saiba o que é a doença, como ela se manifesta e formas de prevenção. Palácio Piratini, sede do Poder Executivo gaúcho, em Porto Alegre

Reprodução/RBS TV

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) emitiu um alerta de surto da doença diarreica aguda (DDA) depois que 25 municípios do Rio Grande do Sul registraram casos. São pelo menos 2 mil pessoas contaminadas desde o final de agosto deste ano.

De acordo com médicos epidemiologistas, a doença, típica de países subdesenvolvidos, atinge mais crianças com menos de 5 anos. Ambientes de creches e escolas são os locais mais comuns para esses tipos de surtos.

Entre os sintomas, diarreia que pode ou não ser acompanhada de dor abdominal, náusea, vômito e febre. Ela pode provocar desnutrição e desidratação intensas e, se não for tratada, leva à morte, razão pela qual atendimento médico deve ser procurado logo que os primeiros sintomas se manifestarem.

"A contaminação, geralmente, é pela água e, em alguns casos, pela comida. É uma doença grave e que exige cuidado médico imediato. Há a estimativa de que cerca de 2 milhões de pessoas no mundo morram por causa dela", explica o médico epidemiologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paulo Petry.

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No alerta epidemiológico do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), consta que a suspeita é de que a contaminação esteja associada à ingestão da água.

A Cevs orienta a população a consumir água somente de fontes seguras, que tenham processo de desinfecção por cloro ou outra tecnologia. Também sinaliza que é importante fazer a limpeza de caixas d"água com regularidade.

"Esses tipos de ocorrências reforçam essas medidas preventivas em relação a água, que devem ocorrer de forma permanente por toda população, independentemente da ocorrência ou não desses surtos", comenta a especialista em saúde do núcleo de Doenças de Transmissão Hídricas e Alimentares do Cevs, Lilian Borges Teixeira.

Os casos ainda estão em investigação. As medidas de investigação e controle são feitas pelos municípios, Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS) e Cevs. As amostras clínicas de pessoas com sintomas foram encaminhadas para o Laboratório Central do Estado (Lacen) em Porto Alegre. Também já foram coletadas amostras de água em alguns desses municípios, que aguardam resultado da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

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"Esses surtos são localizados. É por isso que se chama de surto. Tem origem em uma circunscrição. É determinado em um local. Agora, Vigilância Sanitária tem que identificar a fonte", diz Petry.

Cidades com surtos em investigação

Barra Funda – 26 casos

Bento Gonçalves – 394 casos

Carlos Barbosa – surtos identificados (sem informação de número de casos)

Caxias do Sul – surtos identificados (sem informação de número de casos)

Colorado – 19 casos

Dois Irmãos – mais de 200 casos

Esteio – 144 casos

Garibaldi – surtos identificados (sem informação de número de casos)

Horizontina – 69 casos

Lavras do Sul – 174 casos

Mato Leitão – 50 casos

Monte Belo do Sul – surtos identificados (sem informação de número de casos)

Morro Reuter – cerca de 20 casos

Pinto Bandeira – surtos identificados (sem informação de número de casos)

Porto Alegre – 3 casos

Saldanha Marinho – 228 casos

Santa Cruz do Sul – 374 casos

Santa Maria – surtos identificados (sem informação de número de casos)

Santana do Livramento – 214 casos

Santa Rosa – 28 casos

Santo Cristo – 14 casos

São Marcos – surtos identificados (sem informação de número de casos)

Sarandi – 49 casos

Tucunduva – 33 casos

Recomendações à população

Consumir água de fontes seguras (potável) tratadas que tenham processo de desinfecção por cloro ou outra tecnologia. Caso seja desconhecida a fonte, em situações de emergência, recomenda-se fervê-la antes do consumo e antes do preparo de alimentos por, no mínimo, 5 minutos

A higienização das superfícies, equipamentos e utensílios utilizados no preparo e consumo de alimentos deve ser realizada com água tratada e/ou fervida

O gelo para consumo ou conservação de alimentos deve ser feito de água potável e/ou fervida.

Higienizar as mãos de forma adequada, lavando-as com água e sabão, principalmente após a utilização de banheiro, troca de fraldas, antes de preparar e manipular alimentos e antes das refeições

Afastar as pessoas doentes das atividades de manipulação de alimentos e reforçar a higiene pessoal mesmo após o desaparecimento dos sintomas

Realizar a limpeza da caixa d"água uma vez ao ano ou sempre que necessário

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Fonte: G1

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