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Polícia indicia cinco pessoas pela morte de jovem após queda de deck durante festa em Porto Alegre

Por Gê do Poa em 13/09/2021 às 12:21:27
Peritos fazendo a ánalise do locar da ocorrência.

Peritos fazendo a ánalise do locar da ocorrência.

Investigação concluiu que locatário, proprietários do espaço, organizador da festa e bombeiro sabiam que a estrutura estava deteriorada e assumiram o risco da queda ao realizar evento no local. IGP constatou problemas no deck. Outras 33 pessoas que estavam na festa foram indiciadas por infração de medida sanitária preventiva. IGP realizou levantamento no deck que cedeu em Porto Alegre.


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A Polícia Civil indiciou cinco pessoas são responsáveis pela morte de Ana Elisa Andrade Genaro Oliveira, jovem de 26 anos que caiu de um deck que desabou durante uma festa, realizada em Porto Alegre no dia 18 de julho.

O locatário e o casal que é proprietário do espaço vão responder por homicídio doloso, com dolo eventual - quando a pessoa conhece o risco e deixa de agir - e lesões corporais.

A delegada Laura Rodrigues Lopes, titular da 4ª Delegacia de Polícia (4ª DP) e responsável pela investigação, explicou que o locatário explorava aquele imóvel e alugou o espaço sabendo que o deck estava deteriorado, o que foi confirmado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP). Já o casal de proprietários sabia que o deck estava deteriorado, o que, inclusive, constava no contrato.

Já o organizador da festa e um bombeiro civil vão responder por homicídio culposo e lesões corporais. Laura conta que os eles não tinham conhecimento que a estrutura estava deteriorada. "Mas deveriam saber. Deveriam ter consultado alvarás, PPCI e vistoriado as instalações antes da realização da festa", afirma.

A Polícia Civil não solicitou ao Judiciário a prisão dos cinco indiciados porque o entendimento foi de que eles não queriam que o acidente tivesse acontecido, mas assumiram o risco de que poderia acontecer.

Outras 33 pessoas que estavam na festa foram indiciadas pela Polícia Civil por infração de medida sanitária preventiva. A investigação estimou que entre 80 e 180 pessoas estavam presentes na festa, mas apenas essas foram identificadas entre os presentes.

O inquérito policial concluiu, ainda, que o espaço tinha alvará para funcionar como "restaurante e pizzaria", mas fazia um evento de natureza diferente da que tinha permissão para fazer.

"Não tinha licença da Fepam, PPCI, autorização da Marinha e o espaço não estava regular junto ao poder público. Havia sido interditado cautelarmente em janeiro deste ano pela Guarda Municipal porque já havia registrado aglomerações", explica Laura.

No total, 15 pessoas se feriram ao cair do deck, só uma delas apresentou ferimentos graves. Três delas representaram criminalmente contra os responsáveis pelo espaço.

Relembre o caso

O deck do restaurante Marina das Flores desabou na noite do dia 18 de julho. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS), entre 10 e 15 pessoas que estavam no local caíram na água. Seis equipes do Corpo de Bombeiros Militar, duas por água e quatro por terra, participaram do resgate.

Ana estava entre as pessoas. Ela teve uma parada cardiorrespiratória e foi submetida a um processo de reanimação assim que retirada da água. Ela foi encaminhada ao hospital com vida, mas faleceu às 2h15. Outras cinco pessoas foram encaminhadas ao Hospital Cristo Redentor após a ocorrência.

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