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Menina baleada por agente da PRF morre após 9 dias internada

Heloísa dos Santos Silva sofreu uma parada cardiorrespiratória irreversível

Por Gervásio do POA 24h 16/09/2023 às 17:42:47

Imagens que mostram o agente da PRF entrando no hospital ÔŅĹ- Foto: Reprodução

menina Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos, morreu às 9h22 deste s√°bado (16). Ela estava internada desde o dia 7 de setembro, no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, depois de ser atingida por um tiro na cabeça em uma abordagem da Polícia Rodovi√°ria Federal (PRF) no Arco Metropolitano, na altura de Seropédica. Foram 9 dias no CTI.

Segundo o boletim médico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, Heloísa sofreu uma parada cardiorrespiratória irreversível nesta manhã.

Na última quarta-feira (13), Heloísa tinha tido uma pequena piora no estado de saúde, que j√° era considerado inst√°vel e gravíssimo. A menina foi reanimada 6 minutos após uma parada cardíaca.

Lorrany Santos, prima de Heloísa, tinha reforçado neste s√°bado pedidos de orações pela garota. "Gente, pelo amor de Deus, SÓ OREM PELA VIDA DA HELOISA. Só peço isso agora????????????", postou.

PRF emite nota de pesar

A PRF emitiu uma nota de pesar. "Solidarizamo-nos com os familiares, neste momento de dor, e expressamos as mais sinceras condolências pela perda", disse.

A instituição informou ainda que a Comissão de Direitos Humanos segue acompanhando a família "para acolhimento e apoio psicológico".

No primeiro depoimento dos policiais prestado à Polícia Civil, o agente da PRF Fabiano Menacho Ferreira admitiu ter feito os disparos de fuzil que atingiram a menina.

Ele disse que os policiais tiveram a atenção voltada para o veículo Peugeot 207, e que a placa indicava que o carro era roubado.

Ele disse que os policiais tiveram a atenção voltada para o veículo Peugeot 207, e que a placa indicava que o carro era roubado.

Eles seguiram atr√°s do veículo, ligaram o giroflex e acionaram a sirene para que o condutor parasse, mas que, depois de cerca de 10 segundos atr√°s do veículo, escutaram um som de disparo de arma de fogo e chegaram a se abaixar dentro da viatura.

Fabiano Menacho disse que, então, disparou tr√™s vezes com o fuzil na direção do Peugeot porque a situação o fez supor que o disparo que ouviu veio do veículo da família de Heloísa.

Os outros agentes, Matheus Domicioli Soares Viegas Pinheiro e Wesley Santos da Silva, confirmaram a versão do colega.

O que diz a família

Desde o primeiro momento, a família disse que o tiro partiu de uma viatura da PRF.

Pai da menina baleada, William Silva, que dirigia o veículo, disse que passou pelo posto da PRF e não foi abordado em nenhum momento, mas percebeu que uma viatura passou a segui-lo e ficou muito próximo ao seu carro.

"A Polícia Rodovi√°ria Federal estava parada ali no momento que a gente passou. A gente passou e eles vieram atr√°s. Aí eu falei: "Bom, tudo bem, mas eles não sinalizaram para parar". E aí, como eles estavam muito perto, eu dei seta e, neste momento, quando meu carro j√° estava quase parado, eles começaram a efetuar os disparos", explicou ele.

inda segundo William, a reação dele foi sair o mais r√°pido possível do carro para os policiais saberem que era uma família que estava no veículo. "Eu coloquei a mão para o alto, saiu todo mundo, só a minha menorzinha que ficou dentro do carro. Aí foi a hora que eu entrei em choque", lamentou.

A família afirmou que o tiro acertou a coluna e a cabeça da criança.

Invasão a hospital

A PRF e o Ministério Público Federal (MPF) também investigam o agente que esteve à paisana no hospital onde Heloísa estava.

Imagens das c√Ęmeras de segurança do Adão Pereira Nunes mostram o policial entrando no local, sem se identificar, e sendo seguido por um segurança até o corredor da emerg√™ncia pedi√°trica.

William Silva, pai de Heloísa, esteve nesta segunda-feira (11) no MPF para prestar depoimento. Ele contou que chegou a conversar com o agente da PRF.

Agente não tinha autorização, diz PRF

A corregedoria da Polícia Rodovi√°ria Federal informou que identificou o agente e est√° investigando a conduta dele.


"A Corregedoria da Polícia Rodovi√°ria Federal foi ao hospital no mesmo dia e identificou o policial que esteve na unidade sem autorização. Por padrão, a PRF não divulga informações pessoais dos seus servidores. Como a presença se deu sem autorização e sem o conhecimento da PRF, foi aberto um procedimento na Corregedoria para apurar as razões", informou a PRF em nota.

Fonte: Poa 24 Horas

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