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Polícia Civil deflagra Operação Cantina contra organização criminosa interestadual

Ação prendeu 33 pessoas no RS e em SC. - Foto: PCRS

Por Gê do Poa24h 29/05/2023 às 21:03:43

A Polícia Civil gaúcha, com apoio da Polícia Civil do estado de Santa Catarina, deflagrou nesta segunda-feira (29/5) a Operação Cantina, desarticulando organização criminosa interestadual que praticava crimes de lavagem de dinheiro, tr√°fico de drogas, porte ilegal de munições e armas de fogo, extorsões e corrupção de menores.

A operação policial ocorreu simultaneamente no estado do Rio Grande do Sul, nas cidades de Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada, Viamão, Tramandaí e Imbé; e no estado de Santa Catarina, nos bairros Ingleses e Carianos, localizados na cidade de Florianópolis. Ao todo, 33 pessoas foram presas durante a ação, que resultou ainda na apreensão de veículos, armas de fogo, munições, dinheiro em espécie, entre outros bens. A operação contou com 150 policiais civis dos dois estados e com o apoio aéreo do helicóptero da Polícia Civil gaúcha.



Os resultados foram apresentados durante coletiva de imprensa que contou com a presença do secret√°rio de segurança pública, Sandro Caron, do chefe de polícia, delegado Fernando Sodré, do diretor do Departamento Estadual de Investigações do Narcotr√°fico (Denarc), delegado Carlos Henrique Wendt, do Diretor da Divisão de Investigação de Narcotr√°fico (Dinarc), delegado Alencar Carraro, e do delegado titular da 2¬™ Delegacia de Investigação do Narcotr√°fico (2¬™DIN), Rafael Liedtke.

Durante sua fala, o secret√°rio da segurança pública destacou que os grupos criminosos que estiverem envolvidos nos crimes de homicídio e de extorsão entrarão na lista de prioridade, acrescentando ainda que as prisões e apreensões de armas, drogas e dinheiro enfraquecem as organizações criminosas.

Conforme o chefe de polícia, operações como esta fazem parte de uma estratégia que a Polícia Civil tem adotado nas investigações criminais realizadas por todos os seus departamentos, objetivando não só enfrentar o crime organizado, mas também trabalhar na descapitalização desses grupos criminosos a fim de enfraquec√™-los definitivamente.

De acordo com o delegado Rafael Liedtke, as investigações iniciaram h√° onze meses com a prisão em flagrante de um indivíduo, no município de Cachoeirinha (RS). Com ele foi apreendida uma pistola Taurus, G2c, calibre.9mm e um veículo Mercedes-Benz, avaliado em R$160 mil. A partir dessa prisão, foi constatada a exist√™ncia de uma organização criminosa muito bem estruturada, especializada no cometimento destes delitos, com base nas zonas leste e sul da capital gaúcha e com ramificações no estado de Santa Catarina.

Segundo o que foi apurado, um dos líderes da organização, que se trata de um dos braços de uma das facções criminosas de maior atuação no RS, j√° esteve preso em presídios da Capital, onde exerceu a função de cantineiro e fez diversos contatos com faccionados. Uma vez em liberdade, mas em razão desses contatos, arregimentava outros criminosos, geralmente recolhidos, pra ajudarem na pr√°tica do conhecido golpe dos nudes.

O grupo entrava em contato com homens de classe média/alta por meio de perfis falsos de mulheres jovens, em redes sociais para obter fotografias das vítimas nuas. A partir de então, as lideranças iniciavam uma série de graves extorsões, passando-se inclusive por delegados de polícia do Rio Grande do Sul. "O esquema era perfeitamente delineado, com vasto material que auxiliava na ilusão das vítimas e que era transmitido entre os criminosos. Para a produção do material, os investigados inclusive aliciavam adolescentes, que mandavam fotografias, √°udios e vídeos sob remuneração e até mesmo sob ameaças", disse Liedtke.

A segunda etapa do esquema era a receptação do produto das extorsões por pessoas também aliciadas pela organização. Essas posteriormente pulverizavam o dinheiro entre laranjas, remunerados pelo grupo criminoso, até que o dinheiro voltasse para os respons√°veis pelas extorsões. Os valores retornavam para os líderes, sustentando luxos deste e de seus familiares, e também eram distribuídos para outros criminosos, em sua maioria presos e que usavam do dinheiro para obterem regalias nas cantinas dos estabelecimentos prisionais. Além de todos esses graves fatos criminosos, parte do lucro da organização criminosa retroalimentava o tr√°fico de drogas e de armas.

Fonte: Policia Civil

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