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PF investiga mercado clandestino de segurança privada no RS

Por Gervásio do POA 24h em 20/01/2023 às 19:27:12
Segurança suspeito de matar jovem em complexo gastronômico de Xangri-Lá, no sábado (14), era funcionário de empresa clandestina, segundo investigação. Sindicado do setor diz que mercado irregular é três vezes maior do que o legalizado. PF investiga mercado clandestino de segurança privada no RS

A Polícia Federal (PF) investiga a atuação de empresas clandestinas no mercado de segurança privada no Rio Grande do Sul. As suspeitas surgiram após casos de violência por parte de seguranças em estabelecimentos do estado.

No último sábado (14), um jovem de 18 anos foi morto por um segurança de uma empresa privada que prestava serviço para um complexo gastronômico em Xangri-Lá, no Litoral Norte. O suspeito, um ex-policial militar, foi preso em flagrante.

Segundo a PF, a empresa responsável pela segurança do local era clandestina. O proprietário será multado e vai ter que encerrar as atividades de segurança privada. O dono do espaço comercial também será autuado.

"O serviço de segurança privada, armado ou desarmado, tem que ser ficalizado pela Polícia Federal. As pessoas têm que ser vigilantes formados, registrados e autorizados pela Polícia Federal, e as empresas também têm que ser registradas e autorizadas pela Polícia Federal", diz o chefe da Delegacia de Controle de Segurança Privada da PF, Marcelo Simões Pires Picarelli.

Atualmente, o estado tem 142 empresas especializadas em segurança registradas. Elas empregam 24.266 vigilantes autorizados, cujo salário médio é de R$ 1.764,40 reais, mais adicional de periculosidade de R$ 537,54.

A PF recebe, em média, por mês, cinco denúncias da atuação de falsos vigilantes que não passam por curso de formação e trabalham sem ter os antecedentes criminimais checados, nem os cursos de formação concluídos. Segundo o sindicato do setor, o mercado clandestino é muito maior do que o regularizado.

"Deve haver, no mínimo, três vezes mais clandestinos. E quem apoia isso ai é sáo os contratantes. No momento que o contratante souber, depois ele vai pagar a conta, as indenizações por essas mortes. O contratante e a empresa contratada vão pagar", alerta Silvio Renato Medeiros Pires, presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do RS.

Sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Porto Alegre

Reprodução/RBS TV

Outros casos

Outra empresa multada e fechada pela PF foi a Glock, que fazia a segurança dos supermercados da rede Unisuper. Em outubro de 2022, cinco seguranças da terceirizada torturaram dois homens envolvidos na tentativa de furto de pacotes de picanha em Canoas, na Região Metropolitana. Depois que as imagens da sessão de tortura foram divulgadas pela RBS TV, o Unisuper rompeu o contrato com a empresa.

O advogado da Glock, Willian Alves, diz que a empresa tem autorização para atuar na atividade de portaria.

Também era clandestina a empresa que prestava serviço de segurança privada para o supermercado Carrefour na Zona Norte de Porto Alegre. Em novembro de 2020, seguranças espancaram até a morte o cliente João Alberto Freitas. Os seis réus vão a júri.

A empresa Vector também foi fechada pela PF. Segundo o delegado Marcelo Simões Pires Picarelli, a matriz, sediada em São Paulo, era ligada a uma terceirizada no RS que deveria prestar serviços de auxiliar de segurança e prevenção, mas fazia segurança privada do hipermercado de modo irregular.

"Autuamos a empresa terceirizadora do serviço para encerrar a ativiadde aqui [no RS]. E também autuamos, multamos a Vector Segurança Privada, porque a Vector sabia que eles etavam prestando serviço de forma irregular", afirma.

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Tia Carmen
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