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Mulher é condenada a quase 19 anos de prisão por matar ex e manter corpo enterrado por quatro anos no RS

Por Gervásio do POA 24h em 20/01/2023 às 16:27:12
Leda Alves foi presa em flagrante por ocultação de cadáver em novembro de 2020. Ela foi condenada a 18 anos e 10 meses de prisão por ter matado o ex-marido Jonathan Martins de Almeida, na época com 33 anos, e mantido o corpo enterrado no quintal de sua casa. Cães do Corpo de Bombeiros encontraram local onde estava a ossada

Divulgação/CBMRS

A mulher acusada de matar o ex-companheiro em 2016 e manter o corpo dele enterrado por quatro anos no quintal de casa em Arroio do Sal, no Litoral Norte do RS, foi condenada a 18 anos e 10 meses de prisão em júri popular, que terminou na madrugada desta sexta (20), em Torres.

Leda Natalina Alves, de 61 anos, foi presa em flagrante em novembro de 2020, depois que a polícia encontrou o corpo de Jonathan Martins de Almeida, seu ex-companheiro, morto aos 33 anos, enterrado no quintal da casa. O homem foi morto em 2016 e seu corpo foi mantido enterrado por quatro anos, período em que ele era dado como desaparecido.

A ré foi condenada por homicídio qualificado por motivo fútil, cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A defesa de Leda questiona as qualificativas:

"Essas qualificadoras não existem no processo. Em relação ao motivo fútil, por ciúmes, ficou provado que ela não tinha ciúmes dele. Também não tem nenhuma prova que aponte que ela dificultou a defesa da vítima", avalia o advogado de defesa Vitor Hugo Gomes.

De acordo com a denúncia do MP, Leda desconfiava de traições da vítima e não se conformava com o fim do relacionamento. Ela teria desferido golpes com uma garrafa na cabeça de Jonathan, o esquartejado e enterrado o corpo. Dias depois do crime, Leda registrou o desaparecimento do ex-companheiro à Polícia Civil.

Leda Alves estava em prisão preventiva desde novembro de 2020, no Presidio Estadual Feminino de Torres, onde deve permanecer presa. Um segundo réu do processo, atual companheiro de Leda, foi acusado pelo Ministério Público pelo crime de ocultação de cadáver, mas a juíza não encontrou indícios de autoria ou de participação dele no caso.

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Tia Carmen
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