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Nova orla do Guaíba muda cenário na região do Beira-Rio, em Porto Alegre, oito anos após estádio receber jogos da Copa

Por Editor em 05/12/2022 às 09:11:13
Oito anos após a realização da Copa do Mundo no Brasil, frequentadores apontam revitalização de parque como destaque na região. Em 2018, obras de mobilidade na região eram elogiadas por moradores do entorno do estádio. Beira-Rio visto da Orla do Guaíba em Porto Alegre

Giulian Serafim/PMPA

Se quatro anos depois da Copa do Mundo no Brasil, a principal melhoria no entorno do Estádio Beira-Rio era o trânsito, desta vez, oito anos e meio depois, as mudanças na orla do Guaíba são o grande destaque nos arredores do estádio que sediou o torneio em Porto Alegre. O trecho três do parque, que percorre a margem do lago do Arroio Dilúvio ao Parque Gigante, centro de treinamentos do Internacional, foi inaugurado em outubro de 2021 e atrai moradores, torcedores e turistas.

Frequentador do Parque Jaime Lerner, nome oficial do novo trecho da orla, e do Beira-Rio, o administrador Matheus Batistela, de 26 anos, ressalta a mudança que as obras trouxeram para a capital gaúcha.

"Eu frequento bastante ali. Deu uma nova cara pra cidade e valorizou muito o torcedor que vai para o Beira-Rio. Virou outra cidade", diz.

O trecho da orla entregue em 2021 tem foco na prática de esportes, além de contar com bares. O local abriga 29 quadras de futebol, futsal, futevôlei, vôlei de praia, basquete e tênis. Uma das principais atrações é o skatepark, considerado um dos maiores da América Latina, que já recebeu etapas de torneios nacionais. O uso das quadras é agendado via internet.

A revitalização da orla não estava no cronograma e obras da Copa de 2014, sendo planejada cerca de cinco anos após o torneio. Até hoje, das 18 obras previstas para o evento, quatro seguem inacabadas.

Localização do Estádio Beira-Rio

Arte/g1

Trânsito melhor e menos alagamentos

O acesso ao parque e ao estádio é feito pela Avenida Edvaldo Pereira Paiva, que liga o Centro Histórico à Zona Sul da Capital. A via também foi ampliada para a Copa do Mundo, aliviando o trânsito. Em dias de jogos no Beira-Rio, o fluxo é direcionado à região central, para facilitar o escoamento de veículos que rumam para a Zona Norte ou para cidades da Região Metropolitana.

"A reforma melhorou muito o entorno, o acesso ao estádio. A questão do estacionamento melhorou muito, tanto pro torcedor entrar quanto para sair. Antes demorava muito pra sair do estádio", comenta Rodrigo, que vai a jogos desde os sete anos.

Matheus Batistela, de casaco branco, junto de amigos no Estádio Beira-Rio em Porto Alegre

Arquivo pessoal

Em 2018, o g1 percorreu a Avenida Padre Cacique, que contorna o lado do estádio oposto à orla. Na época, moradores e pessoas que trabalham na região ressaltaram que a ampliação da via e a construção de um corredor de ônibus melhoraram as condições de trânsito. "Com as obras aqui melhorou muito, porque o fluxo era muito truncado, tanto em direção à Zona Sul como na direção do Centro", disse um morador na época.

Outro problema apontado era relacionado aos alagamentos na região, que terminaram após as obras. "Se tu olhar hoje a Avenida Padre Cacique, não tem mais problema de alagamento, visualmente é um lugar muito bonito, tudo melhorou, luminosidade, tudo", contou, na época, Igor Dummer, proprietário de uma oficina mecânica em frente ao estádio.

Agora, em 2022, Igor afirma que a região "nunca mais deu problema, até o engarrafamento diminuiu bastante".

Vista do Trecho 3 da Orla e do Parque Marinha do Brasil, em primeiro plano, e do Beira-Rio ao fundo

Marco Lucas/Guarda Municipal/PMPA

Parque Marinha do Brasil

Frequentador do Beira-Rio desde a infância, Matheus Batistela cita outro ponto do entorno como atração para torcedores, moradores e turistas: o Parque Marinha do Brasil, localizado ao lado do estádio.

"Em jogos maiores, a gente costuma fazer um churrasco no Marinha do Brasil. O próprio Marinha poderia ter uma maior atenção, com melhorias. Ele é um pouco descampado. Poderiam investir um pouco mais, como investiram na orla", sugere Matheus.

Em outubro, a Prefeitura de Porto Alegre anunciou uma consulta pública para discutir propostas de concessão de parques, entre eles, o Marinha do Brasil. O prefeito Sebastião Melo anunciou que, por ser um parque dedicado ao esporte, haveria uma contrapartida para a iniciativa privada "cuidar da orla 3, que também requer manutenções".

A concessão prevista é de 30 anos. A prefeitura calcula que os custos obrigatórios anuais com manutenção de áreas verdes, segurança, pessoal, limpeza, materiais de manutenção e manutenção civil e predial seriam de R$ 8 milhões. Já os investimentos obrigatórios com passeio e pavimentação, reforma de edificações, acessos, equipamento e mobiliário urbano chegaria a R$ 19 milhões. Os investimentos propostos com alimentação, arena e esporte são estimados em R$ 26 milhões.

Para o trecho da orla 3, o Parque Jaime Lerner, são previstos custos obrigatórios anuais com manutenção de áreas verdes, pessoal, limpeza de R$ 4 milhões. Já os investimentos obrigatórios com passeio e pavimentação seriam de R$ 1 milhão.

Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, visto do Guaíba

Maria Ana Krack/PMPA

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Tia Carmen
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