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Suspeito de integrar grupo neonazista no RS é investigado por armazenar pornografia infantil

Por Editor em 03/12/2022 às 17:57:12
Israel Fraga Soares, de 23 anos, está preso e é réu por terrorismo em Tramandaí. Defesa diz não ter sido intimada e que laudo psiquiátrico aponta que jovem é incapaz de compreender caráter ilícito de seus atos. Israel Soares aparece na internet queimando bandeira LGBTQIA+

Reprodução / TV Globo

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar suspeita de armazenamento de pornografia infantil contra Israel Fraga Soares, de 23 anos, investigado por integrar grupo neonazista e réu por terrorismo em Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O caso é apurado pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI) de Porto Alegre, que espera ouvir o investigado a partir de 10 de dezembro.

Os advogados de Israel, Rafael Petzinger e Bruna Ressureição, dizem que a defesa "ainda não foi intimada e ainda não teve acesso ao Inquérito policial referente supostas acusações de pedofilia e nesse momento não ira se manifestar sobre estes supostos fatos". Eles ainda afirmam que laudo psiquiátrico apontou que o réu era incapaz de compreender o caráter ilícito de seus atos. Veja a íntegra do comunicado abaixo.

Israel está preso preventivamente em Osório, também no Litoral, enquanto responde pelo crime de terrorismo, tipificado pela lei 13.260/2016.

De acordo com a delegada Andréa Mattos, titular da DPCI, as suspeitas passaram a ser investigadas após a perícia entregar resultado do laudo sobre o conteúdo encontrado em equipamentos eletrônicos de Israel. Computadores e HDs foram apreendidos em janeiro, quando ele foi preso por suspeita de ameaças contra políticos e personalidades.

"Foram encontradas imagens de pornografia infantil. O fato está bem configurado. Tudo o que recolhemos estava nos aposentos dele, que inclusive ficavam separados da casa principal, casa da família", diz.

A pena prevista para este tipo de crime é de reclusão de um a quatro anos e multa.

Em imagens publicadas na internet, Israel aparece fazendo uma saudação nazista, queimando uma bandeira que representa a comunidade LGBTQIA+ e também uma foto de George Floyd, homem negro morto por policiais nos Estados Unidos. Segundo a polícia, o investigado se envolveu em práticas racistas, homofóbicas e antissemitas.

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Grupo neonazista

Além de Israel, entre os suspeitos de participação de grupos neonazistas está um jovem que teria feito insultos racistas durante transmissão na internet.

Aristides Braga, de 26 anos, é réu por crime de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. O homem responde em liberdade, e a defesa nega ilícitos.

Israel Soares aparece na internet fazendo saudação nazista

Reprodução / TV Globo

Nota da defesa:

"A defesa de Israel Fraga Soares na pessoa de seus procuradores Rafael Petzinger, OAB/RS125.206, e Bruna Ressurreição OAB/RS 113.637 vem a Público informar que ainda não foi intimada e ainda não teve acesso ao Inquérito policial referente supostas acusações de pedofilia e nesse momento não ira se manifestar sobre estes supostos fatos.

Israel passou por perícia junto ao IPF (Instituto Psiquiátrico Forense) e o laudo apontou que Israel era, no momento das ações delituosas, parcialmente incapaz de entender o caráter ilícito de suas ações.

O perito indicou tratamento ambulatorial para Israel, o que por óbvio não vem sendo fornecido dentro da casa prisional, agravando e muito o quadro de Israel, que é portador de deficiência e inclusive colocando sua vida em risco.

O escritório Ressurreição&Petzinger repudia a prática de atos nazistas e pedofilia em qualquer que seja a situação, porém a manutenção da prisão de uma pessoa deficiente, portadora do espectro Autista e TOC, em casa prisional sem as mínimas condições para receber pessoas especiais fere diversos princípios basilares do direito, principalmente o Dignidade da Pessoa Humana, bem como o da Isonomia.

A sociedade não está protegida com a prisão de Israel, muito pelo contrário, está colocando em sérios riscos a vida de um jovem especial e sonhador, que já sofreu as mais variadas agressões em seu enclausuramento.

Fica a aqui a indignação em razão da manutenção da prisão preventiva de Israel, que é apenas mais um jovem autista tentando ser aceito por alguém."

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Tia Carmen
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