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Caso Eliseu Santos: Promotora Lúcia Helena Callegari questionou a investigação policial que aponta caso como latrocínio

Por Gervásio do POA 24h em 23/11/2022 às 13:13:13
Promotora Lúcia Helena Callegari questionou a investigação policial que aponta caso como latrocínio. Um dos réus Jonatas Pompeu Gomes alegou problemas de saúde e não compareceu. Caso Eliseu Santos: primeiro dia de júri tem depoimentos de viúva, governador do RS e réus

Foi retomado, às 10h45 desta quarta-feira (23), o júri que apura as responsabilidades pela morte de Eliseu Santos, ex-vice-prefeito de Porto Alegre e ex-secretário da Saúde do município. Ao longo do dia, será realizado o debate entre acusação e defesa. Conforme o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a expectativa é que dure nove horas.

Os réus são Jonatas Pompeu Gomes e Marcelo Machado Pio. O g1 não encontrou as defesas dos acusados. Os promotores Lúcia Helena Callegari e Eugênio Paes Amorim devem pedir a condenação de ambos por homicídio qualificado.

Jonatas alegou problemas de saúde e não compareceu. O juiz Thomas Vinicius Schons decidiu seguir com o júri.

Juiz Thomas Schons preside o Tribunal do Júri, no Foro Central de Porto Alegre

A promotora foi a primeira a apresentar a tese de acusação. Lúcia Helena questionou a investigação policial que apontou o caso como latrocínio.

"Eu nunca vi um bandido chamar outro pelo nome. Tu não chamas para assaltar, tu chamas para a vítima se virar e tu ter certeza de que está matando a pessoa certa", apontou.

A manifestação dos promotores deve ir até o início da tarde, quando haverá uma pausa para o almoço. À tarde, será vez da defesa se manifestar.

Réus

Marcelo Machado Pio, de 46 anos, era gerente da empresa Reação, que fazia a vigilância dos postos de saúde da Capital, cujo contrato foi rescindido pelo Secretário Eliseu Santos. É acusado de planejar e determinar a execução do crime, de receptação, adulteração de veículo automotor (o Vectra prata utilizado no delito), fraude processual e quadrilha.

Jonatas Pompeu Gomes, irmão de outro réu, Eliseu Pompeu Gomes, teria ajudado na organização do crime.

Relembre o caso

Trabalho da polícia no local do assassinato de Eliseu Santos, em Porto Alegre

O crime ocorreu na noite de 26 de fevereiro de 2010. Eliseu Santos estava acompanhado da mulher e da filha na saída de um culto religioso quando foi assassinado. Ele foi atingido por tiros disparados por suspeitos que estavam em um automóvel.

O médico ortopedista filiado ao PTB foi vice-prefeito na primeira gestão de José Fogaça (PPS e, depois, PMDB) em Porto Alegre, entre 2005 e 2008, e assumiu a pasta da Saúde em 2007.

Outros réus

Em outubro, Jorge Renato Hordoff de Mello foi condenado a 42 anos e 2 meses de prisão por ser o mandante da morte de Eliseu Santos. A defesa do réu não quis se manifestar. Em interrogatório, ele negou envolvimento no crime: "quero que vocês me apresentem uma testemunha que presenciou eu mandando matar o Eliseu".

O réu Robinson Teixeira dos Santos foi condenado a 33 anos de prisão em júri realizado no mês de setembro. Ele foi responsabilizado por homicídio qualificado, associação criminosa, fraude processual, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A defesa, que pretende recorrer da decisão, disse que o acusado não estava no local do crime e que as provas contra ele eram insuficientes.

Em 2016, outras duas pessoas acusadas de serem executoras do crime foram condenadas a 27 anos de prisão. Eliseu Gomes e Fernando Junior Treib Krol responderam por homicídio qualificado, associação criminosa, fraude processual, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Interrogados, ambos negaram participação no crime.

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Tia Carmen
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