Pai de brasileiro que foi lutar na Guerra na Ucrânia diz ter sido avisado sobre morte do filho: 'estamos em choque'

Por Editor em 02/07/2022 às 18:58:16
Douglas Rodrigues Búrigo teria morrido após um bombardeio na região de Kharkiv. G1 entrou em contato com o Itamaraty, mas ainda não obteve retorno. Douglas Rodrigues Búrigo, 40 anos, morador de São José dos Ausentes, teria morrido na Guerra na Ucrânia

Reprodução/Instagram

A família de Douglas Rodrigues Búrigo, 40 anos, morador de São José dos Ausentes, na Serra do Rio Grande do Sul, confirma que recebeu, na manhã deste sábado (2), a informação de que ele morreu na Guerra na Ucrânia. De acordo com Pedro Elson Vieira Búrigo, pai de Douglas, um comandante teria ligado e informado que ele foi vítima de um bombardeio na região de Kharkiv.

"Pedem que a gente entre em contato com o Itamaraty para saber bem o que deve ser feito. A gente tá ainda pesquisando, estamos em choque", define o pai em entrevista ao g1.

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A reportagem entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores, mas, até a publicação mais recente, não havia obtido retorno.

O deputado estadual Carlos Búrigo (MDB), primo de Douglas, disse ao g1 que recebeu a ligação do tio e também tentava informações com o Itamaraty. No fim desta tarde, porém, não havia recebido confirmação.

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Segundo Pedro Elson, o filho deixou a cidade em 22 de março, quando foi até Vacaria e, de lá, partiu em um ônibus para São Paulo. Dois dias depois, embarcou para a Polônia, com parada em Dubai, de onde foi em um trem até a fronteira com a Ucrânia. Durante todo o tempo, conforme Pedro Elson, eles se comunicavam por WhatsApp.

"Quase todo dia a gente se comunicava. Ele tava com o telefone, comprou um chip europeu e falava todo dia", descreve.

O último contato foi na terça (28), quando informou que iria para a linha de frente de uma batalha e não teria sinal para utilizar o telefone. Para o pai, a ideia de Douglas não era participar de guerrilha, mas auxiliar a população civil ucraniana em serviços humanitários.

"Ele foi, a princípio, para serviço humanitário. A ideia dele era chegar lá e fazer serviço humanitário. Era o sonho dele ajudar, mas acho que depois deu errado e foi direto para a linha de frente, e o mais errado aconteceu", afirma.

Douglas serviu ao Exército, em Uruguaiana, por quatro anos, onde atualmente mora sua filha. Depois, passou a trabalhar com transporte de cargas, com o pai, e morou em várias cidades do Norte e Nordeste do país.

Antes de ir para a Ucrânia, ele morava com os pais e a irmã em São José dos Ausentes.

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Tia carmen

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