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Governo do RS cobra medidas mais restritivas contra a Covid em três regiões

Por Editor em 11/06/2021 às 15:06:17
Regiões de Ijuí, Santa Rosa e Passo Fundo apresentam indicadores de letalidade e incidência de casos superiores aos da média estadual. Secretária Arita Bergmann durante reinião com regiões de Ijuí, Santa Rosa e Passo Fundo

Itamar Aguiar/Palácio Piratini/Divulgação

O Gabinete de Crise para combate à pandemia do governo do Rio Grande do Sul cobrou, nesta sexta-feira (11), protocolos mais restritivos no enfrentamento à Covid-19 nas regiões de Ijuí, Santa Rosa e Passo Fundo. Segundo o Palácio Piratini, as medidas adotadas nessas localidades não estão sendo suficientes para frear o contágio por coronavírus.

Durante a manhã, representantes dos municípios dessas regiões estiveram reunidos com autoridades estaduais. A secretária da Saúde, Arita Bergmann, cobrou adequações nos planos apresentados pelas prefeituras.

"Não pode ser uma carta de boas intenções, precisa ser um plano de ações concretas", afirmou.

Desde maio, Ijuí, Santa Rosa e Passo Fundo estão no nível de Alerta, o segundo do Sistema 3 As de Monitoramento. Nesse patamar, as regiões precisam adotar planos de Ação (3ª fase) contra a pandemia. O primeiro nível é o de Aviso.

Razões apontadas

De acordo com dados do governo do estado, a região de Passo Fundo tem a maior incidência de novos casos de Covid entre as 21 regiões do RS e a terceira maior taxa de mortalidade. Além disso, os leitos de terapia intensiva (UTIs) dos hospitais da localidade estão superlotados.

Santa Rosa tem a segunda maior incidência de casos de Covid do estado, apresenta alta nas mortes e esgotamento dos leitos críticos. Já em Ijuí, além da incidência e do alto número de óbitos a cada 100 mil habitantes, a ocupação das UTIs se aproxima de 100%.

Covid-19: Situação das Regiões do RS

Na próxima segunda (14), haverá reuniões com prefeitos das regiões de Cachoeira do Sul, Erechim, Palmeira das Missões e Cruz Alta. O secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Luiz Carlos Busato, reforçou a necessidade de revisão dos planos.

"Os dados das regiões estão nos preocupando, e as ações precisam ser ainda mais efetivas", disse.

O procurador-geral de Justiça do Ministério Público, Marcelo Lemos Dornelles, participou das reuniões virtualmente. Além dele, também estiveram nos encontros o coordenador do Gabinete de Crise, Marcelo Alves, e as equipes técnicas dos Grupos de Trabalho de Saúde e de Protocolos.

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