Acusado de matar ex-namorada grávida é absolvido pelo júri em Alvorada

Por Editor em 10/05/2022 às 17:44:19
Crime ocorreu em 2017. Criança foi salva após cirurgia de emergência. Jurados consideraram versão da defesa, que negou encontro do réu com a vítima. Cabe recurso da decisão. Adolescente de 17 anos grávida foi morta com um tiro; ex-companheiro foi absolvido

Reprodução/RBS TV

O homem acusado de matar a ex-namorada grávida em 2017, em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi absolvido pelo júri encerrado na noite de sábado (7). A adolescente Mariana Freitas Rodrigues, de 17 anos, foi baleada na cabeça.

A jovem estava grávida de nove meses, e a criança sobreviveu após a realização de uma cirurgia de emergência.

Segundo o Tribunal de Justiça, os jurados consideraram a versão da defesa de Matheus Pinheiro Perez, que negou ter encontrado a vítima na ocasião descrita pela denúncia do Ministério Público (MP-RS). Cabe recurso da decisão.

A advogada do réu, Carla Miranda Rodrigues, sustenta que "desde a instrução a defesa verificou que o réu era inocente devido à fragilidade das provas. Motivo pelo qual foi absolvido. Após cinco anos de sofrimento, sendo quatro anos preso preventivamente, o conselho reconheceu a inocência do réu que hoje tenta retomar sua vida de onde parou", disse.

O MP-RS afirma que "respeita a instituição do Tribunal do Júri, mas não concorda com o veredito". Além disso, a acusação diz ter "convicção de que réu é o autor do crime e estuda os meios legalmente previstos para rediscutir a decisão".

O júri foi presidido pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Alvorada, Marcos Henrique Reichelt, que, após decisão dos jurados membros do Conselho de Sentença, declarou o réu absolvido.

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Relembre o caso

O crime aconteceu em maio de 2017, no bairro Chácara do Tordilho, em Alvorada.

O ex-namorado da vítima foi acusado pelo MP de feminicídio, cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a vítima. Segundo a denúncia, o jovem teria cometido o crime por não aceitar a gestação da adolescente. Mariana foi morta com um tiro na cabeça na frente de casa, depois de receber mensagens do acusado marcando um encontro.

No interrogatório, conforme o TJ, o réu admitiu ter marcado encontro com a vítima, conforme diálogos estabelecidos através de aplicativo de mensagens instantâneas. Contudo, ele disse ter descumprido o combinado, não comparecendo à residência de Mariana.

A jovem chegou a ser socorrida e levada para o hospital de Alvorada, onde foi realizado o parto que salvou o bebê.

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Tia carmen