Instituto Floresta

Homem mata duas mulheres a tiros e comete suicídio em Porto Alegre, diz Polícia Civil

Por Ge do Poa em 07/06/2021 às 22:43:16

Adolescente de 17 anos, companheira do atirador, ficou gravemente ferida e foi hospitalizada. Segundo relatos de testemunhas, ele abriu fogo porque jovem se recusou a mostrar o celular. Duas mulheres foram mortes e adolescente ficou gravemente ferida em Porto Alegre

Jonas Campos/RBS TV

Duas mulheres foram mortas a tiros e uma jovem, de 17 anos, foi ferida e hospitalizada em estado grave, na noite desta segunda-feira (7), no bairro Lomba do Pinheiro, Zona Leste de Porto Alegre. Conforme a Polícia Civil, o atirador se matou após o crime.


RS tem aumento de 55% em feminicídios em abril de 2021

A polícia investiga o caso como duplo feminicídio e tentativa de feminicídio, seguida de suicídio.


A jovem ferida é companheira do atirador, conforme a investigação. A mãe e a tia dela foram mortas com tiros na cabeça.

Testemunhas relatam que o atirador chegou a residência, aparentando estar drogado, e tentou acessar o celular da companheira. Após isso, eles começaram a brigar e o homem abriu fogo contra as pessoas que estavam no local.

Uma das testemunhas conseguiu se esconder e abrigar uma criança de 7 anos. Ambos não sofreram ferimentos.

Segundo a delegada do caso, Jeiselaure de Souza, eles estavam juntos há três meses e não havia registro de violência.

O homem, cuja idade não foi confirmada, tem histórico de participação no tráfico de drogas e já havia sido preso.

"O casal até o dia de hoje não tinha tido nenhuma briga e a relação era bem recente, cerca de três meses. Agora precisamos aprofundar as investigações", afirma a delegada.

"São os casos que a gente não consegue alcançar porque não temos conhecimento. É mais um dos casos que não havia registro de violência doméstica, então fica complicado fazermos o trabalho de prevenção, porque as vítimas só viram estatística infelizmente quando morrem", reflete a delegada.

Segundo ela, o feminicídio é o único crime que não é subnotificado, uma vez que quando uma mulher morre por violência de gênero a polícia toma conhecimento no momento em que o crime já aconteceu.

Por isso, a delegada alerta para a importância da prevenção. "Que as vítimas, no primeiro sinal de relacionamento possessivo de ciúme excessivo, procurem a delegacia para se informar", afirma.



Fonte: G1

Comunicar erro
TV

Comentários

AMERICANAS