Covid-19: Risco de internação em UTI é 16 vezes maior em não vacinados em Porto Alegre

Por Gê do Poa em 21/01/2022 às 18:54:23
UTIs voltam a Lotar no RS

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Segundo os dados do Sivep/Gripe, sistema de informações do Ministério da Saúde que registra os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o risco de internação em leito de UTI de uma pessoa com esquema vacinal incompleto contra Covid-19 é 16,4 vezes maior do que o de uma pessoa com o esquema vacinal completo. Já o risco de internação em leito clínico de uma pessoa com esquema vacinal incompleto contra Covid-19 é 11,6 vezes maior do que o de uma pessoa com o esquema vacinal completo.

Este é o resultado de análise feita pela Vigilância em Saúde (DVS) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre, que considerou a internação de 121 pessoas por SRAG com Covid-19 confirmada, das quais 49 necessitaram de UTI, entre 5 de dezembro de 2021 e 15 de janeiro passado. O período inicial coincide com o início da circulação da variante Ômicron na cidade (o primeiro caso foi confirmado em 10 de dezembro de 2021).

Dos 121 casos encontrados no sistema, 28 eram de pessoas que não tinham nenhuma dose ou estavam com esquema incompleto e precisaram de leito de UTI. Destaca-se, de acordo com os dados do vacinômetro da cidade nesta quinta-feira, 20, de que apenas 91.084 (7,5%) pessoas estão com esquema incompleto no município de Porto Alegre. Ou seja, a chance de internar em leito de UTI nesse grupo é de uma pessoa para cada 3.253, enquanto que a chance de uma pessoa com esquema completo é de uma pessoa para cada 53.346 pessoas.

Outros dados relevantes da análise indicam que 84% dos casos (102) são de pessoas com alguma comorbidade ou fator de risco e 58%, ou 70 pacientes, são idosos. "É importante que especialmente as pessoas com comorbidades procurem manter-se com esquema vacinal completo. Além disso, reforçamos a importância do distanciamento – que as pessoas evitem promover ou participar de festas e aglomerações – do uso adequado de boas máscaras e da higienização das mãos frequente com água e sabão ou álcool 70%", enfatiza o diretor da Vigilância em Saúde municipal, Fernando Ritter.

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