A Serra Gaúcha foi palco de um incidente preocupante neste sábado (28), quando a estrutura metálica de um dos viadutos em fase de construção na BR-470, entre Bento Gonçalves e Veranópolis, cedeu completamente. A obra faz parte do esforço de reconstrução de uma das rodovias mais afetadas pelas enchentes e deslizamentos que assolaram a região em 2024. Apesar da gravidade do desabamento, não houve registro de feridos.
Detalhes do Incidente e Resposta Imediata
O colapso ocorreu especificamente no quilômetro 193 da BR-470. Informações preliminares indicam que já havia sido notificado um dano em uma das vigas durante a etapa de montagem da estrutura na semana anterior. Este ponto frágil, possivelmente, contribuiu para o desabamento total da seção. A responsabilidade pela manutenção e supervisão da rodovia e de suas obras é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Após o incidente, o Dnit prontamente assegurou que o tráfego de veículos na BR-470 prossegue de forma segura, operando sob o sistema de comboio, sem riscos adicionais para os usuários. Em um esforço para compreender a dinâmica do colapso e definir as medidas corretivas, técnicos da empresa executora e projetistas foram imediatamente mobilizados. Uma avaliação detalhada da estrutura será crucial para determinar as causas e as providências futuras.
O Contexto da Obra: Reconstrução Estratégica
Este viaduto que desabou integra um projeto maior de revitalização da BR-470, que abrange a construção de duas passagens elevadas, nos quilômetros 192 e 193. Com extensões projetadas de 85 e 96 metros, respectivamente, essas estruturas são vitais para a região. O investimento federal no projeto é de aproximadamente R$ 52,3 milhões, com a previsão inicial de entrega estipulada para o primeiro semestre de 2026.
A construção desses viadutos foi uma solução de engenharia adotada para fortalecer a resiliência da via. O objetivo principal é garantir a estabilidade e segurança da BR-470, elevando o fluxo de tráfego acima de áreas identificadas como de alto risco para novos deslizamentos e instabilidades geológicas. Essa medida é essencial para a conectividade e segurança da Serra Gaúcha, uma região que ainda se recupera dos eventos climáticos extremos de 2024.
Escolhas Construtivas e Expectativas
Um aspecto relevante da obra é a escolha de vigas de aço para a estrutura, em contraste com o uso mais convencional de concreto. Segundo o Dnit, essa decisão técnica visou conferir maior agilidade ao cronograma de execução do projeto. Além disso, as vigas metálicas oferecem maior flexibilidade, adaptando-se com eficiência à geometria curva que caracteriza o design dos viadutos. Tal abordagem busca otimizar tanto o tempo quanto a funcionalidade da infraestrutura.
Investigação e Próximos Passos
A atenção agora se volta para a análise aprofundada que está sendo realizada pelos especialistas. O Dnit informou que acompanhará de perto todo o processo de investigação, aguardando os resultados para definir as providências cabíveis. O foco é não apenas reparar o dano, mas também entender a fundo o que levou ao colapso, garantindo que a segurança e a integridade das demais partes da obra, e de futuras construções, sejam preservadas. Este incidente sublinha a complexidade e a responsabilidade inerentes aos projetos de infraestrutura em áreas de alto risco geológico, especialmente em um cenário pós-desastres naturais.
Fonte: https://g1.globo.com
