Um grupo de cerca de 30 quatis chamou a atenção ao invadir a área do Batalhão Ambiental da Brigada Militar em Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Esses animais nativos, atraídos pelos pêssegos disponíveis, cruzaram a mata preservada ao lado da unidade, em busca de alimento. O episódio, embora surpreendente pela quantidade de quatis envolvidos, reflete a dinâmica natural do habitat onde vivem.
Habitat e Comportamento dos Quatis
Os quatis habitam uma Área de Preservação Permanente (APP) de dois hectares, que faz divisa com o Batalhão Ambiental. É nesse espaço que eles encontram alimento, circulam livremente e criam seus filhotes. A movimentação para aproveitar frutos, como os pêssegos, é uma parte natural do comportamento desses animais.
A Surpresa da Quantidade
De acordo com o tenente-coronel Jarbas Luiz Bohrer, a presença de 32 quatis no quartel foi um evento notável. Embora poucos indivíduos sejam frequentemente avistados, a reunião de tantos animais de uma só vez é incomum e despertou interesse. Após coletarem as frutas, os quatis retornaram à mata adjacente, demonstrando seu comportamento típico.
Orientações para Convivência com a Fauna Local
O 3º Batalhão de Polícia Ambiental recomenda à população evitar interações com os quatis. Não se deve tocar, alimentar ou tentar afastar esses animais de maneira agressiva. Em caso de aproximação, é aconselhável fazer barulho à distância e garantir que lixeiras estejam bem fechadas, a fim de não atrair quatis para áreas urbanas.
Presença de Biodiversidade no Quartel
Para os policiais que atuam diariamente no local, a presença dos quatis é um lembrete constante da rica biodiversidade que circunda o quartel. Além dos quatis, outras espécies também circulam pela APP e pelos campos da unidade, utilizando seu ambiente natural em busca de alimento.
O episódio no Batalhão Ambiental de Passo Fundo ressalta a importância de respeitar e entender a presença da fauna nativa. A interação observada entre os quatis e o ambiente evidencia a necessidade de convivência harmônica entre seres humanos e animais selvagens.
Fonte: https://g1.globo.com
