O desaparecimento de três membros da família Aguiar em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, segue sem solução após mais de 40 dias. A Polícia Civil confirmou que não houve qualquer movimentação nas contas bancárias de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e de seus pais, Isail Aguiar, de 69, e Dalmira Aguiar, de 70, desde os dias 24 e 25 de janeiro. Essa ausência de transações reforça a suspeita de que algo trágico tenha ocorrido, uma vez que é improvável que uma família passe tanto tempo sem realizar operações financeiras.
Hipóteses Investigativas
A principal linha de investigação aponta para um caso de feminicídio envolvendo Silvana e duplo homicídio de seus pais, além da ocultação dos cadáveres. O delegado Anderson Spier ressaltou que a falta de movimentações nas contas bancárias é um indício forte de que a família não está viva. As buscas se intensificaram em áreas de mata em Gravataí e Cachoeirinha, além de trechos do Rio Gravataí, em uma tentativa de localizar qualquer vestígio dos desaparecidos.
Suspeito e Prisão
Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana e policial militar, é o único suspeito no caso. Ele está preso temporariamente desde 10 de fevereiro. A defesa de Cristiano, representada pelo advogado Jeverson Barcellos, informou que está colaborando com as autoridades e analisando a possibilidade de um habeas corpus. Com a prorrogação da prisão, a Polícia Civil espera concluir o inquérito em até 30 dias.
Evidências e Busca por Provas
Recentemente, a Polícia Civil realizou uma busca na casa de um amigo de Cristiano, que não é investigado, mas prestou depoimento como testemunha. O objetivo era verificar o álibi do suspeito. Durante a operação, foram apreendidos um celular, um pen drive, um HD externo e um videogame. Esses itens podem fornecer informações cruciais, como a geolocalização e possíveis mensagens trocadas com Cristiano.
Resultados de Perícias
O Instituto-Geral de Perícias ainda não divulgou os resultados das análises realizadas nos materiais apreendidos. Entre as pendências, está a identificação do proprietário de um carro vermelho visto na residência de Silvana no dia do desaparecimento e a análise de amostras de sangue encontradas no local.
Linha do Tempo dos Eventos
Os eventos que antecederam o desaparecimento levantam suspeitas. Em 2 de janeiro, Silvana solicitou o contato do Conselho Tutelar em um grupo de mensagens. Em 9 de janeiro, ela registrou uma queixa contra Cristiano por desconsiderar as restrições alimentares do filho. No dia 24 de janeiro, Silvana fez uma postagem nas redes sociais alegando ter sofrido um acidente em Gramado, o que, segundo a polícia, nunca ocorreu e pode ter sido uma tentativa de despistar seu desaparecimento iminente.
Conclusão
O caso da família Aguiar permanece envolto em mistério e preocupação. As investigações seguem em ritmo acelerado, com a esperança de que novas pistas possam surgir a partir das perícias e depoimentos. A comunidade aguarda ansiosamente por respostas e pela resolução deste caso que tem abalado a região metropolitana de Porto Alegre.
Fonte: https://g1.globo.com
