Um caso trágico de homicídio familiar abalou a cidade de Igrejinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, com a prisão de Lurdes de Fátima de Lima Maurina, de 63 anos. Ela é suspeita de ter assassinado a enteada Maria Helena de Souza, de 50 anos, em uma área rural. Segundo os familiares da vítima, a relação entre Lurdes e as filhas do marido nunca foi harmoniosa.
Histórico de Conflitos
O convívio entre Lurdes e Maria Helena, assim como com as demais enteadas, era conturbado há pelo menos duas décadas. Os filhos de Maria Helena contam que seu avô e Lurdes estavam juntos há mais de trinta anos, mas a madrasta nunca fez questão de cultivar um bom relacionamento com as filhas dele. Ahmanda de Souza Pinheiro Machado, filha da vítima, acredita que o ciúme foi um dos fatores que contribuíram para essa tensão constante na família.
O Crime
Maria Helena foi atingida por um disparo de espingarda quando visitava o pai, que estava acamado devido a uma cirurgia na bacia. Segundo relatos, Lurdes não aprovou a visita da enteada, que estava acompanhada de seu filho mais novo. Em um momento de despedida, Lurdes rapidamente pegou uma arma e atirou, acertando Maria Helena, que imediatamente caiu ao chão. O filho da vítima, Matheus de Souza Pinheiro Machado, testemunhou a cena e relembra o momento com pesar.
Prisão e Procedimentos Legais
Após o crime, Lurdes fugiu para um matagal nos fundos da residência, mas foi capturada em Itajaí, no litoral catarinense, graças a uma operação conjunta das polícias civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A arma usada no crime foi apreendida. Lurdes encontra-se no Presídio Feminino do Vale do Itajaí, aguardando audiência de custódia. A defesa dela ainda não se manifestou sobre o caso.
Legado e Luto
Maria Helena deixa uma família enlutada, composta por dois filhos, um neto, quatro irmãos e seus pais, que agora lidam com a perda trágica e inesperada. O caso desperta discussões sobre conflitos familiares e a importância de buscar soluções pacíficas para desentendimentos que podem culminar em tragédias.
Fonte: https://g1.globo.com
