O câncer de pulmão, tradicionalmente associado ao tabagismo, está cada vez mais presente entre pessoas que nunca fumaram no Rio Grande do Sul. Este fenômeno, observado em pesquisas recentes, acende um alerta sobre a mudança no perfil da doença, que se tornou a principal causa de morte por câncer no estado no último ano.
O Novo Perfil dos Pacientes
Um em cada 12 mil gaúchos foi diagnosticado com câncer de pulmão em 2024, incluindo casos como o de Camila Alves Espinosa. Sem histórico familiar ou hábito de fumar, Camila descobriu a doença há um ano e meio após perceber sintomas como fadiga extrema e emagrecimento. Diante da falta de opções pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a assistente social optou por uma vaquinha online e ações judiciais para garantir o tratamento necessário.
Fatores de Risco Emergentes
O adenocarcinoma, tipo de câncer que acometeu Camila, é o mais frequente entre não fumantes e afeta as regiões mais internas do pulmão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a poluição do ar como um fator significativo, especialmente entre mulheres. Além disso, a pneumologista Manuela Cavalcanti alerta sobre outros riscos, como a exposição a partículas finas, queima de biomassa e ambientes com muita fritura.
Desafios do Diagnóstico Precoce
A detecção precoce do câncer de pulmão continua sendo um desafio, já que a doença geralmente se desenvolve de forma silenciosa. Apenas 15% dos casos são identificados em estágio inicial, quando ainda há possibilidade de cura através de cirurgia. Sintomas como tosse persistente, falta de ar e perda de peso inexplicada devem ser investigados, segundo a especialista.
Esperança nos Avanços do Tratamento
Apesar das dificuldades no diagnóstico, os avanços no tratamento oferecem novas esperanças para os pacientes. A pneumologista Cavalcanti destaca que o câncer de pulmão não representa mais uma sentença de morte, graças às evoluções nas terapias disponíveis.
Mensagem de Alerta e Prevenção
Camila Alves Espinosa deixa um conselho valioso: a importância da prevenção e dos exames pré-diagnósticos. Ela ressalta que, muitas vezes, sintomas como dor no peito podem ser subestimados. Seu relato serve como um chamado à atenção para a detecção precoce, reforçando que o câncer pode se manifestar sem sinais evidentes.
Fonte: https://g1.globo.com
