Provavelmente os mesmos 11 não ficarão mantidos muito tempo, mas, possivelmente, o torcedor do Inter sabe qual é hoje a escalação titular da equipe. Em pouco tempo de trabalho e diante da missão de mudar a cara do time com praticamente as mesmas peças de 2025, Paulo Pezzolano tem se mostrado capaz do feito até aqui. Em especial a figura dos volantes é parte a ser destacada da mudança em curso.
O ano de 2026 começou com uma notícia inesperada: a renovação automática de contrato do contestado Bruno Henrique, hoje o capitão do time reserva, que encaminhou a vaga na final do Gauchão nos 3 a 0 contra o Ypiranga. Dias depois, outras surpresas: Ronaldo e Benjamin nas duas primeiras funções do setor na largada do estadual eram como se fosse passado e futuro juntos.
A lesão do jovem na terceira rodada freou a expectativa de ver mais o ganês em ação. Ao mesmo tempo, o futebol mostrado pelo autor do golaço contra o Palmeiras e quase defenestrado no ano passado, adiou a pressa por ter novos jogadores por ali. Ou até mesmo os antigos, como agora com a volta de dois volantes que o clube enfiou fundo a mão no bolso para trazer.
Thiago Maia custou cerca de R$ 30 milhões no arrastado negócio com o Flamengo. Por Alan Rodriguez, o Inter pagou mais de R$ 22 milhões por 80% do passe vindo do Argentinos Junior. Ambos se machucaram na pré-temporada e buscam retomar o espaço perdido.
“Ele é polifuncional. Está pegando ritmo e a nossa ideia de jogar. Pode jogar pela esquerda, pela direita e de segundo volante. Se jogarmos com três no meio, essa é a posição dele, por dentro. É um jogador muito intenso, não para de correr e tem uma intensidade impressionante”, analisa Pezzolano, sobre o uruguaio.
A concorrência no setor aumentou também de certa forma surpreendente. Vindo sem custos do Vasco, Paulinho estreou no time titular ao lado de Ronaldo contra o Inter de Santa Maria, se formou e teve destaque nas partidas do Brasileirão. Ambos agora passam a ter no retrovisor outro atleta com potencial. Não foi para vê-lo na reserva que foram pagos R$ 2,5 milhões para tirar Villagra, por empréstimo, do CSKA.
“Temos muitos jogadores nesse local do campo e todos têm que pegar minutagem, mas não podem jogar todos. Ele está bem, treinando bem, pegando ritmo está evoluindo muito bem”, garante o treinador sobre o argentino.
O leque de alternativas para os volantes do elenco do Inter poderia até ser maior. Isso se Richard não estivesse fora dos planos e se Bruno Gomes, jogador de origem da função, não tivesse se firmado na lateral-direita abrindo a vaga à frente da zaga. Vaga hoje de Ronaldo e de Paulinho, mas com uma fila de outros nomes na espreita.
