Uma sofisticada operação criminosa no Rio Grande do Sul chamou a atenção das autoridades ao utilizar drones de última geração para entregar drogas e celulares em presídios. Tais dispositivos, que escapam dos sistemas de segurança convencionais, foram a chave para a ousada estratégia dos criminosos.
Ação da Polícia e Prisões Realizadas
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul realizou uma operação que resultou na prisão de 26 pessoas até a manhã de quinta-feira (26). Durante a ação, foram apreendidos drones, celulares e materiais usados para falsificação de documentos na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Revelações de Áudios e o Uso de Tecnologia Avançada
Em áudios divulgados pela polícia, um dos suspeitos orgulhosamente comenta a aquisição de drones com tecnologia de fibra ótica, afirmando que a polícia sequer imagina tal capacidade. As gravações também mostraram que os operadores tinham domínio técnico sobre variáveis como altitude, autonomia de bateria e condições climáticas, realizando voos principalmente à noite em áreas próximas a penitenciárias de Charqueadas e Canoas.
Investigação e Estrutura Criminosa
A investigação começou em julho do ano passado, após suspeitos serem flagrados nas proximidades de uma prisão enquanto se preparavam para lançar substâncias ilícitas. As autoridades descobriram uma estrutura criminosa bem organizada, composta por núcleos operacionais e de apoio técnico, responsáveis pelo transporte dos 'droneiros', realização de voos e manutenção dos drones.
Operação Rasante e Continuidade das Investigações
Denominada Operação Rasante, a ação legal envolve o cumprimento de 68 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, além de mandados de prisão preventiva. As ordens são executadas em diversas cidades, como Canoas, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Gravataí, Viamão e Alvorada. Durante a operação, os agentes ficaram surpresos ao encontrar documentos falsificados, incluindo carteiras e crachás de policiais.
Conclusão e Impacto da Operação
A operação não apenas desmantelou uma rede criminosa altamente sofisticada, mas também destacou a necessidade de atualização e investimento em tecnologias de segurança para combater métodos inovadores de contrabando. As autoridades seguem investigando para garantir que todo o esquema seja completamente desarticulado.
Fonte: https://g1.globo.com
