O transporte público de várias cidades no Rio Grande do Sul está enfrentando dificuldades devido à escassez de óleo diesel. Prefeituras estão sendo obrigadas a reduzir os horários de operação dos ônibus, especialmente durante os fins de semana e em horários de menor movimento, como uma forma de preservar os estoques de combustível.
Impacto nos Serviços Públicos
A Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs) alertou que o problema já afeta 142 prefeituras, o que representa 45% das que responderam ao seu levantamento. Com a prioridade sendo dada aos serviços de saúde, como o transporte de pacientes, diversas obras públicas que dependem de maquinário estão sendo suspensas.
Medidas Adotadas nas Cidades
Em Rio Grande, a empresa Transpessoal, seguindo autorização da prefeitura, já ajustou os horários dos ônibus para economizar combustível, ampliando os intervalos entre as viagens. São Leopoldo também enfrentou interrupções, mas conseguiu normalizar a situação, embora continue monitorando os acontecimentos. Já em Novo Hamburgo, a Viação Santa Clara anunciou ajustes em 29 de suas 93 linhas aos finais de semana, focando nos horários de menor movimento.
Na cidade de Bento Gonçalves, a operação dos ônibus será suspensa aos domingos e terá horários reduzidos aos sábados. Essas ações refletem a tentativa das prefeituras de gerenciar seus recursos diante da crise.
Situação do Abastecimento de Diesel
O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sulpetro) esclarece que, apesar do racionamento do diesel, não há desabastecimento completo nos postos. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirma que está monitorando o mercado e não detectou falta de combustível no país.
Cenário Global e Ações do Governo
A crise está vinculada às tensões no Oriente Médio, que impactaram os preços internacionais do petróleo. Um recente aumento do preço do barril, devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, elevou os custos no Brasil. Entidades do setor de combustíveis pedem ao governo medidas mais eficazes para mitigar o risco de desabastecimento.
Em resposta, o governo federal propôs a isenção de impostos federais e uma subvenção aos produtores e importadores de diesel. No entanto, uma proposta de zerar o ICMS sobre a importação de diesel foi rejeitada pelos estados, complicando ainda mais a situação.
Perspectivas Futuras
A situação permanece incerta, com a possibilidade de agravamento caso novas medidas não sejam implementadas. A continuidade do transporte escolar e de pacientes está em risco, destacando a urgência de ações governamentais mais contundentes para assegurar o abastecimento.
Fonte: https://g1.globo.com
