Os técnicos administrativos em educação da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) deflagraram, a partir desta segunda-feira, 23 de fevereiro, uma greve por tempo indeterminado. A paralisação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Universidades Federais no Piauí (Sintufpi), surge da insatisfação da categoria com o alegado descumprimento de acordos firmados no ano anterior e a ausência de progressos concretos nas pautas de reivindicação.
Abrangência Nacional e as Principais Reivindicações
O movimento paredista dos técnicos administrativos estende-se para além das fronteiras piauienses, inserindo-se em uma mobilização nacional da categoria, conforme apontado pela administração da UFPI. Entre as exigências centrais dos trabalhadores, destacam-se a urgente valorização da carreira, a defesa inegociável da paridade e da gestão democrática no ambiente universitário, a garantia de condições de trabalho dignas para todos os servidores, e o combate veemente a práticas de assédio. O Sintufpi enfatiza a legitimidade da greve como um instrumento de luta constitucionalmente assegurado e reafirma sua disposição para o diálogo.
Respostas Institucionais e Manutenção de Serviços Essenciais
As reitorias das instituições federais no Piauí já se manifestaram sobre a greve. A Universidade Federal do Piauí informou que está em processo de verificação de eventuais alterações no seu funcionamento, acompanhando o desdobramento do movimento em âmbito nacional. Por sua vez, a Universidade Federal do Delta do Parnaíba divulgou um comunicado em que, embora respeite o direito de greve dos trabalhadores, assegura a continuidade de serviços considerados essenciais para a comunidade acadêmica e para a preservação do interesse público.
Compromisso da UFDPar com Atividades Críticas
A UFDPar detalhou quais setores terão suas atividades mantidas durante o período de paralisação. Para garantir a continuidade do ensino e da pesquisa, os laboratórios de ensino permanecerão em operação. O Restaurante Universitário, crucial para a alimentação dos estudantes, também terá seu funcionamento assegurado. Além disso, os serviços de tecnologia da informação, que incluem a conectividade institucional (internet) e a manutenção dos sistemas estruturantes, serão preservados para sustentar o fluxo administrativo e acadêmico.
A instituição do Delta do Parnaíba salientou, ainda, a excepcionalidade de certas demandas que exigirão a continuidade dos serviços técnicos especializados. Entre elas, encontram-se o período de matrículas acadêmicas relativas ao Sistema de Seleção Unificada (SISU 2026) e o processo de implantação do novo Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA). A garantia do pagamento de bolsas e a condução de processos seletivos para a concessão de auxílios estudantis também foram destacadas como atividades imprescindíveis à permanência e ao sucesso acadêmico dos estudantes.
Perspectivas para Negociação e Orientação à Comunidade
O Sintufpi reiterou sua disponibilidade para o diálogo e a negociação com as reitorias, visando à construção de soluções que atendam às demandas da categoria. Em resposta, as administrações universitárias reafirmam o compromisso com a legalidade, a transparência e a manutenção dos serviços primordiais, ao mesmo tempo em que acompanham a evolução do movimento grevista. A comunidade universitária é orientada a manter-se atenta aos canais oficiais das respectivas instituições para obter atualizações contínuas sobre o funcionamento e possíveis impactos nos serviços.